Captura em Plena Internação
No último dia 13, um homem identificado como Marlisson Lopes Morais, suposto chefe do Comando Vermelho em Juazeiro do Norte, Ceará, foi preso enquanto recebia atendimento no Hospital Regional do Cariri (HRC). Ele era procurado pela Justiça devido a uma condenação por tráfico de drogas, além de responder por diversos outros crimes.
Marlisson, que se internou com um quadro de pedras nos rins, tentou enganar as autoridades ao apresentar um documento falso, utilizando a identidade de outra pessoa que também tinha antecedentes criminais. Essa tentativa de disfarce levantou suspeitas entre a equipe médica e os policiais que monitoravam a situação.
As forças de segurança, tendo recebido informações sobre sua suposta condição de saúde, intensificaram as buscas em hospitais da região. Ao checarem a identidade do paciente, os policiais confirmaram que se tratava de Marlisson Lopes, que é investigado por homicídios, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e sua associação a uma organização criminosa.
Além de cumprir um mandado de prisão em decorrência de uma condenação de 8 anos e 9 meses por tráfico de drogas, Marlisson foi autuado em flagrante por falsidade ideológica. As autoridades apreenderam seu celular, e a Justiça já autorizou a quebra do sigilo dos dados armazenados no dispositivo, com o intuito de aprofundar as investigações sobre suas atividades ilícitas.
Mesmo sob custódia policial, Marlisson permanece em internamento hospitalar, onde aguarda a realização de um procedimento cirúrgico necessário para a remoção dos cálculos renais. Sua situação de saúde, no entanto, não impediu que as autoridades tomassem medidas legais contra ele.
Durante uma audiência de custódia realizada no dia seguinte à sua prisão, a magistrada responsável decretou sua prisão preventiva. Em sua decisão, a juíza enfatizou a gravidade dos crimes pelos quais Marlisson é acusado, bem como sua alegada posição de liderança dentro da organização criminosa Comando Vermelho. A decisão reflete a necessidade de garantir a ordem pública e prevenir novos delitos enquanto Marlisson estiver sob custódia.
