Aumento de Focos do Aedes Aegypti em Rio Grande
Rio Grande, cidade situada no sul do Brasil, apresenta um aumento alarmante no número de focos do mosquito Aedes aegypti, conhecido por ser o transmissor da dengue. De acordo com o boletim recente da Vigilância em Saúde, foram identificados mais 12 focos na última semana, elevando o total de 58 para 70 em um curto espaço de tempo. As áreas mais afetadas incluem o Distrito Industrial, com 21 focos, e o Centro, que registra 17 focos, revelando uma preocupação crescente para a saúde pública local.
Até o momento, o município não reportou casos confirmados de dengue em 2026. No entanto, foram notificados 16 casos suspeitos, dos quais 13 já foram descartados e três estão em análise. A situação é semelhante em relação à chikungunya, com um caso ainda sob investigação e dois já descartados.
Michele Menezes, superintendente da Vigilância em Saúde, enfatiza que o controle da dengue depende da colaboração ativa da população. “A maior concentração de focos ocorre em áreas propensas ao acúmulo de água, que se tornam criadouros ideais para o mosquito”, explica a especialista, ressaltando a importância da conscientização coletiva.
Vacinação Contra a Dengue Iniciada
Em uma tentativa de combater a proliferação do vírus, a vacinação contra a dengue foi iniciada na quarta-feira (18). Conforme informado pela Secretaria Municipal da Saúde, o imunizante administrado na rede pública é o Qdenga, desenvolvido pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. A vacina é recomendada tanto para indivíduos que já contraíram dengue quanto para aqueles que nunca foram infectados, oferecendo proteção abrangente contra os quatro sorotipos do vírus.
O Qdenga está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Rio Grande, exceto no Centro de Vigilância em Saúde, anteriormente conhecido como Posto 4. O atendimento às pessoas ocorre das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30, facilitando o acesso à imunização.
Distribuição dos Focos por Localidade
Os dados sobre a localização dos focos revelam que o Distrito Industrial continua sendo a área mais crítica, com 20 focos registrados. O Centro vem em seguida, com 17 focos, e outras localidades também apresentam números preocupantes, como a Quinta, com 8 focos, e Cidade Nova, com 5. Além disso, a região de Bolaxa contabiliza 4 focos, enquanto as áreas de Linha do Parque, Buchholz, São Miguel e Prado possuem dois focos cada. Por sua vez, as localidades de Bernadeth, Campus da Furg, Trevo, Lar Gaúcho/Navegantes, BGV, Mangueira e Aeroporto apresentam um foco cada.
O aumento nos focos do mosquito da dengue em Rio Grande não pode ser ignorado, e a população é convidada a agir de maneira proativa para ajudar a combater a proliferação do Aedes aegypti. Manter o ambiente limpo e livre de locais que possam acumular água é essencial para evitar que o mosquito encontre um espaço seguro para se reproduzir.
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