Conscientização e Apoio ao Autismo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi o foco de uma ação educativa promovida pela Policlínica Estadual da Região Nordeste II, localizada em Posse e administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed). O evento, que envolveu uma equipe multiprofissional, proporcionou um espaço de acolhimento e troca de experiências para pacientes e acompanhantes, com o intuito de aumentar a conscientização sobre o TEA. A proposta da atividade é fomentar o autocuidado, a adesão ao tratamento e a saúde integral, levando em conta aspectos físicos, emocionais e nutricionais.
Durante a ação, a equipe de psicologia esclareceu que o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento. Segundo os especialistas, o autismo, como é comumente conhecido, não possui uma cura definitiva, mas existem intervenções que se mostram eficazes, especialmente quando o transtorno é identificado precocemente. Neste sentido, a mediação antecipada e o acompanhamento psicológico contínuo são fundamentais para proporcionar suporte emocional às famílias.
A psicóloga Larissa dos Santos destaca a relevância de reconhecer sinais de alerta para assegurar o desenvolvimento adequado da criança. “A criança com TEA percebe o mundo de uma maneira diferente, não errada. Com um diagnóstico precoce e apoio apropriado, é possível desenvolver habilidades, promover autonomia e melhorar a qualidade de vida tanto da criança quanto da família”, enfatiza a profissional da Policlínica.
Cuidado Multidisciplinar e Desenvolvimento
O cuidado multidisciplinar é essencial no tratamento de crianças com TEA. A fisioterapia, por exemplo, desempenha um papel crucial no desenvolvimento motor e sensorial. A fisioterapeuta Danúbia Rafaela Oliveira explicou que a intervenção precoce é vital para evitar problemas posturais e favorecer o desenvolvimento cognitivo e social. “Nossos atendimentos são individualizados e incluem exercícios psicomotores, atividades lúdicas e fortalecimento muscular. Trabalhamos em conjunto com outras áreas para promover a independência e melhorar a qualidade de vida”, destacou a especialista.
A nutricionista da unidade, Hanna Nobre, também ressaltou a importância da nutrição no atendimento a crianças com TEA. Ela observou que as alterações sensoriais são comuns e podem afetar a alimentação, levando a padrões de seletividade. “É crucial, mesmo diante dessas limitações, estimular a introdução gradual de novos alimentos, a fim de evitar deficiências nutricionais e garantir um desenvolvimento saudável”, comentou.
Espaço de Reflexão e Apoio à Comunidade
A ação na Policlínica também proporcionou um espaço de escuta e esclarecimento para a comunidade, especialmente para as mães de crianças atípicas, que desempenharam um papel significativo nas trocas de experiências. A atividade reafirmou a importância do cuidado integral e do trabalho multiprofissional, promovendo a saúde e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e acompanhantes atendidos na unidade.
Com base no Censo de 2022, estima-se que o Brasil tenha aproximadamente 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA, o que representa cerca de 1,2% da população. Conscientizar a sociedade sobre o TEA e a importância do apoio adequado é fundamental para que mais famílias se sintam amparadas e possam buscar a ajuda necessária.
