Líderes se Reúnem em Barcelona
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Barcelona, na Espanha, onde participa, neste sábado (18), do 4º Fórum em Defesa da Democracia. Este evento, que teve início em 2024, visa reforçar a colaboração internacional em prol da democracia. Além de Lula, fazem parte deste encontro os presidentes Pedro Sánchez, da Espanha; Gustavo Petro, da Colômbia; e Claudia Sheinbaum, do México.
Na sexta-feira (17), antes do fórum, Lula e Sánchez formalizaram acordos de cooperação que abrangem áreas críticas como minerais, tecnologia, segurança e empreendedorismo. Durante as negociações, Lula expressou sua disposição em colaborar com todas as nações interessadas em explorar os minerais estratégicos do Brasil, porém deixou claro que “ninguém será dono da riqueza mineral do Brasil”.
Além disso, o presidente brasileiro elogiou o apoio de Sánchez à implementação do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, considerando-o essencial para as relações comerciais e políticas entre os países, especialmente em tempos de conflito global.
Sánchez também enfatizou a relevância do acordo, que se tornará efetivo a partir de 1º de maio, destacando seu impacto não só no comércio, mas também em um contexto político delicado. Ele reforçou que o Brasil é uma das maiores democracias do mundo e, em conjunto com a Espanha, busca transmitir uma mensagem clara de defesa da democracia, cooperação e respeito às normas internacionais, principalmente no que tange à paz e aos direitos humanos.
Em uma declaração conjunta, Lula manifestou sua preocupação com o que chamou de “ambiente tóxico” presente nas plataformas digitais, defendendo a soberania digital como um eixo fundamental contra o controle exercido pelas grandes empresas de tecnologia, que, segundo ele, detêm poder político e econômico excessivo nas mãos de poucos.
O presidente brasileiro também abordou a questão da atual corrida armamentista global, afirmando que o mundo assiste, em estado de choque, à transformação de mulheres e crianças em alvos de conflitos. Ele se posicionou criticamente em relação às guerras, expressando seu apoio a Sánchez, que havia rejeitado as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto à participação em um possível conflito contra o Irã.
Ao tratar sobre a situação na Venezuela, Lula foi direto, referindo-se à atual presidente Delcy Rodríguez e ressaltando que cada nação deve zelar por seu próprio destino, uma vez que o Brasil já enfrenta uma série de desafios internos. Essa abordagem pragmática reflete a posição do governo brasileiro em relação às dinâmicas políticas regionais.
