O Ceará e o Pioneirismo na Economia Azul
O Ceará está prestes a se tornar a primeira região da América Latina a exercer controle soberano sobre os dados que entram e saem do Estado, graças à implementação da Economia Azul. A informação foi apresentada por Gunter Pauli, economista e criador do termo, durante o Ocean Summit 2026, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com o Sebrae.
O encontro, que acontece entre os dias 8 e 9 de maio, reúne especialistas para debater o potencial econômico dos oceanos. Para o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o evento é uma oportunidade para o Ceará inovar, gerar empregos e adotar um modelo de desenvolvimento inteligente e sustentável. “Os oceanos são fonte de vida, alimento, reguladores do clima e espaços de inovação, tornando-se uma das grandes fronteiras econômicas do século XXI”, afirmou.
Infraestrutura e Tecnologia para Dados Marítimos
Pauli destacou que o Ceará pode se destacar localmente ao criar “fazendas de dados”, controlando a transmissão de informações tanto em terra quanto no mar. Essa estratégia é viabilizada pela combinação de tecnologias como rádios, luz e cabos de cobre e fibra óptica, infraestruturas essenciais da Economia Azul para transportar dados e energia.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Fortaleza, capital cearense, abriga o segundo maior número de cabos de fibra óptica submarinos das Américas, com 17 conexões concentradas na Praia do Futuro. Essa infraestrutura reforça a capacidade do Estado em liderar a revolução digital marítima. “O céu não é mais o limite; o mar permite que avancemos, pois a demanda por dados só cresce”, ressaltou Pauli.
Velocidade de Comunicação e Monitoramento Costeiro
O economista exemplificou a alta tecnologia utilizada, citando uma comunicação marítima com velocidade de 252 Gigabits por segundo (Gbps), mais de mil vezes superior à média de download no Brasil, que era de 221,53 Megabits por segundo (Mbps) em março. Além disso, drones marítimos equipados com 60 sensores monitoram o litoral cearense 24 horas por dia, oferecendo uma vigilância contínua que supera a frequência diária dos satélites.
Em outra iniciativa, no Mediterrâneo, quatro drones realizaram um inventário completo das baleias em apenas três meses, demonstrando a capacidade de identificar barcos que descartam lixo ilegal no mar. Essa tecnologia pode ser replicada no Ceará para fortalecer a fiscalização ambiental e a economia local.
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Próximos Passos e Impactos Econômicos
O segundo dia do Ocean Summit 2026 será dedicado à elaboração de propostas específicas para o Ceará, focando no desenvolvimento sustentável e tecnológico da região. O evento, que é gratuito, encerrou as inscrições no domingo, 7 de maio.
Com essa iniciativa, o Ceará avança para consolidar sua posição na Economia Azul, trazendo impactos diretos na geração de empregos, na produção de riqueza e na inovação tecnológica, consolidando um modelo de desenvolvimento que integra recursos naturais e digitais em benefício da população.
