Início da Copa 2026 no Estádio Azteca com jogo inaugural e homenagens
A Copa do Mundo de 2026, considerada a maior edição da história, começou nesta quinta-feira com o confronto entre México e África do Sul, no emblemático Estádio Azteca, na Cidade do México. Com capacidade para mais de 85 mil torcedores, o palco histórico recebeu não apenas a partida de abertura, mas também homenagens aos campeões de 1970 e 1986, reforçando a tradição do Mundial no país. O evento contou ainda com apresentações musicais de Shakira e Burna Boy, celebrando a cultura que acompanha o futebol em Mundiais.
Formato ampliado e desafios da nova fase mata-mata
Após sete edições com 32 seleções, a Fifa, sob o comando de Gianni Infantino, ampliou o torneio para 48 países, totalizando 104 partidas. Divididos em 12 grupos de quatro times, as equipes terão uma jornada mais longa rumo ao título, com oito jogos para quem chegar ao fim, um a mais do que nas edições anteriores. Avançam à segunda fase os dois melhores de cada grupo, além das oito melhores terceiras colocadas, que disputarão os duelos eliminatórios em confrontos únicos e com regras complexas para evitar encontros entre times da mesma chave.
O Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia, e estreia no sábado, às 19h, contra os marroquinos no MetLife Stadium, em East Rutherford. Caso avance em uma das duas primeiras posições, enfrentará um adversário do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. A final da Copa também será realizada no MetLife Stadium no dia 19 de julho.
Logística e desafios políticos na organização do Mundial triplo
Com três países-sede – Estados Unidos, México e Canadá – a Fifa enfrentou um desafio logístico para equilibrar fusos horários e distâncias. As cidades foram organizadas em três blocos regionais para minimizar deslocamentos. Ainda assim, algumas seleções terão que viajar entre países, como a Espanha, que jogará duas vezes em Atlanta antes de ir a Guadalajara, no México.
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A organização também enfrentou tensões políticas, especialmente envolvendo os Estados Unidos. Durante o período que antecedeu a Copa, o ex-presidente Donald Trump acumulou controvérsias internacionais, incluindo conflitos com o Irã, o que gerou ameaças de boicote por parte do país persa. A delegação iraniana enfrentou dificuldades para obtenção de vistos e teve que alterar sua base de treinamento dos EUA para o México, além de realizar deslocamentos longos para disputar suas partidas nos EUA.
Controvérsias na arbitragem e controle de imigração
Outro episódio polêmico nesta Copa foi a deportação do árbitro somali Omar Artan, considerado o melhor da África, que teve seu visto negado pelos EUA sob a alegação de supostas ligações com grupos terroristas. Trump declarou que o país está atento para garantir que apenas “as pessoas certas entrem no território americano”.
O serviço americano de imigração (ICE) tem adotado uma postura rigorosa, com revistas minuciosas a seleções e integrantes das delegações, causando atrasos e desgaste para atletas e equipes. Essa postura reforça o clima tenso que envolve a realização do Mundial em solo norte-americano.
Preços elevados de ingressos e transporte geram críticas entre torcedores
O aspecto financeiro também tem sido alvo de reclamações. A política de preços variáveis da Fifa para ingressos, que pode chegar a R$ 170 mil para a final, provocou críticas e sinalizações para revisão futura. No mercado paralelo, há ofertas que ultrapassam R$ 10 milhões por entradas.
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Além disso, o custo do transporte para os jogos é uma dificuldade para muitos torcedores. O preço da passagem de trem entre Nova York e East Rutherford saltou de cerca de R$ 70 para R$ 800, sendo posteriormente reduzido para o equivalente a R$ 500 após protestos. Para auxiliar, o governo local disponibilizou ônibus escolares a preços populares para o deslocamento dos fãs.
Contexto de violência e protestos no México durante o evento
No México, a situação também apresenta desafios. A região de Guadalajara viveu uma onda de violência após a morte do chefe do Cartel Jalisco Nova Geração, e a Cidade do México tem sido palco de protestos de professores que reivindicam aumento salarial. Os manifestantes chegaram a derrubar estátuas relacionadas à Copa e bloquear importantes vias, gerando tensão às vésperas e durante o Mundial.
Favoritos, surpresas e recordes na busca pelo título
Favoritas ao título, França, Portugal, Inglaterra e Argentina se destacam, com a Argentina defendendo o título conquistado na edição anterior. Brasil e Alemanha, com mais títulos na história, aparecem em um patamar inferior nesta edição. Na lista de possíveis surpresas estão seleções como Marrocos, Holanda, Japão, Senegal, Noruega, Bélgica e Croácia. Os países anfitriões apresentam campanhas instáveis, mas devem lutar para avançar às fases eliminatórias.
Outro destaque é o recorde de participação em Mundiais que pode ser alcançado por Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e o goleiro mexicano Ochoa. Caso entrem em campo, cada um atingirá sua sexta Copa do Mundo, um marco inédito para jogadores ativos.
