Investimento em capacitação profissional no Ceará
Na última terça-feira (16.06), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou uma importante parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). O acordo prevê a destinação de quase R$ 2 milhões para iniciativas focadas na qualificação profissional, inclusão produtiva e geração de renda. Os recursos fazem parte do Programa Acredita no Primeiro Passo, que apoiará projetos como a Orquestra do IFCE e o Capacita Icapuí: Mulheres que Tecem Renda.
O ministro Wellington Dias destacou que a capacitação é fundamental para ampliar as oportunidades de empreendedoras no Ceará e melhorar a qualidade de vida das famílias. “O Acredita representa a união de muitos esforços e saberes acumulados pelo Brasil em diferentes programas sociais. Nosso objetivo é garantir que as pessoas tenham chances reais de transformação de vida”, afirmou.
Segurança alimentar e ascensão social
Segundo o ministro, o fortalecimento da segurança alimentar no país criou condições para que muitas pessoas superem a pobreza. Nesse contexto, o programa Acredita atua para auxiliar beneficiários do Bolsa Família a avançar economicamente, buscando autonomia, geração de renda e inclusão na classe média.
A iniciativa é desenvolvida em colaboração com a prefeitura de Maracanaú, o Campus Maracanaú do IFCE e o MDS, com a oferta de cursos gratuitos alinhados às demandas do setor produtivo local. A expectativa é ampliar o acesso ao trabalho e fomentar a geração de renda entre os participantes.
Fortalecimento da assistência social no Ceará
Durante sua visita ao Ceará, o ministro Wellington Dias também entregou quatro veículos do programa MobSUAS para municípios do estado. A ação visa reforçar a rede de assistência social, ampliando a capacidade de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade.
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As vans foram destinadas às cidades de Granjeiro, Maracanaú, Pacatuba e Quixeramobim, e serão utilizadas para apoiar os serviços e ações do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). “Estamos garantindo um atendimento mais eficiente e próximo da população. O fortalecimento do SUAS é essencial para assegurar proteção social às famílias que mais precisam”, destacou o ministro.
Financiamento e fomento à economia criativa
No mesmo período, o Ministério da Cultura (MinC) realizou no Rio de Janeiro o Seminário Internacional: Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa. O evento reuniu representantes do governo, instituições financeiras e especialistas para debater estratégias que ampliem o acesso a recursos para o setor cultural do país.
A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, ressaltou a importância de compreender o papel dos investimentos públicos e privados para fortalecer a economia criativa. Ela destacou a necessidade de uma visão sistêmica, que considere toda a cadeia produtiva, desde a criação até a exportação e preservação cultural.
Desafios e experiências internacionais
O ex-ministro da Cultura de Buenos Aires, Enrique Avogadro, compartilhou experiências internacionais, apontando dificuldades que empreendedores criativos enfrentam para acessar crédito tradicional devido à falta de garantias tangíveis. Ele citou a Coreia do Sul como exemplo de políticas públicas integradas, com certificação, fundos garantidores e linhas de crédito que impulsionaram o setor criativo local.
Avogadro reforçou que o financiamento deve estar alinhado a uma visão de longo prazo para se transformar em política de desenvolvimento, não apenas gasto cultural.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Mecanismos financeiros para o setor criativo
A economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciane Gorgulho, defendeu a criação de instrumentos financeiros híbridos, que vão além do crédito tradicional, para atender perfis de empreendimentos criativos que não acessam os mecanismos convencionais. Ela destacou a importância de fundos que combinem diferentes fontes de recursos para garantir sustentabilidade ao setor.
Representantes do BNDES, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e do Banco do Brasil apresentaram as opções já disponíveis para apoiar empreendedores culturais. Cláudio de Mattos Brito, do Banco do Brasil, destacou a cultura como vetor estratégico e ressaltou a importância de editais para democratizar o acesso ao financiamento, além da necessidade de ampliar a formação de públicos para as artes e cultura.
A cultura como produto e o futuro do setor
Brito reforçou que projetos culturais também devem ser pensados como produtos dentro da economia criativa, sem perder sua essência cultural. Ele enfatizou a necessidade de articulação entre atores públicos e privados para ampliar as oportunidades e fortalecer o setor no Brasil.
O seminário contou ainda com o espaço Economia Viva: Inspirações Criativas, que apresentou trajetórias de empreendedores que conseguiram sustentabilidade por meio de financiamento, inovação e fomento, destacando experiências concretas como a do The Human Project, iniciativa que atua na superação da pobreza em Sergipe.
O evento teve transmissão ao vivo pelo canal do Ministério da Cultura no YouTube, ampliando o alcance para gestores, pesquisadores e agentes culturais em todo o país.
