Conflito no PL do Ceará marca disputa eleitoral
Desde dezembro, quando Flávio Bolsonaro anunciou que o pai o havia escolhido como representante do bolsonarismo na corrida presidencial, Michelle tem se mantido distante do projeto político dos filhos do marido. A tensão entre eles se intensificou quase um mês antes do anúncio oficial da pré-candidatura, motivada pelo cenário político no Ceará, estado considerado estratégico pelo PL para as eleições.
O senador Flávio Bolsonaro classificou a postura da ex-primeira-dama como “autoritária” após ela manifestar oposição à aliança articulada no Ceará, que visava o apoio do bolsonarismo a Ciro Gomes na disputa pelo governo estadual. Michelle, por sua vez, defendeu o nome do senador Eduardo Girão (Novo) como alternativa.
Escolha da candidatura ao Senado gera atrito
Além da discordância em relação ao apoio a Ciro, a definição do candidato do PL ao Senado pelo Ceará é outro ponto de conflito entre Michelle e Flávio. O diretório estadual do PL planeja lançar o deputado estadual Alcides Fernandes, que conta com o apoio do senador, na chapa de Ciro Gomes. Em contrapartida, Michelle participará do lançamento da pré-candidatura ao Senado de Priscila Costa, vice-presidente nacional do PL Mulher e considerada uma de suas principais aliadas.
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Fonte: acreverdade.com.br
A decisão sobre qual candidatura será oficializada deve ocorrer até o fim da convenção partidária, prevista para o final de julho. A disputa interna reflete a complexidade das articulações políticas locais e o impacto direto nas estratégias eleitorais do partido.
Michelle critica articulações em vídeo e defende pautas de direita
Em vídeo divulgado recentemente, Michelle destacou que Priscila Costa atuou de forma decisiva na campanha de André Fernandes (PL), presidente estadual do partido e filho de Alcides Fernandes, à prefeitura de Fortaleza em 2024. Ela ressaltou que o empenho de Costa foi fundamental para reduzir a rejeição e ampliar o apoio feminino na campanha, apesar da derrota apertada.
Michelle criticou a tentativa de retirada de Priscila da disputa, que, segundo ela, teria ocorrido para favorecer uma aliança com Ciro Gomes, questionando a decisão de oferecer a vaga de uma mulher em detrimento do pai de André Fernandes. “Se o André queria agradar Ciro Gomes, por que não ofereceu a vaga do próprio pai?”, questionou.
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Fonte: aquiribeirao.com.br
Além disso, a ex-primeira-dama reforçou que Eduardo Girão é “o único verdadeiro representante das pautas da direita na disputa pelo governo do Ceará” e reafirmou sua posição contrária à aliança com Ciro Gomes, a quem classificou como inimigo declarado de Bolsonaro.
Michelle afirmou que não trocaria seus valores por pragmatismo político e criticou alianças no primeiro turno: “Ciro não terá meu apoio nunca e, na minha opinião, não deveria ter de ninguém da direita que apoia Bolsonaro”. Ela também esclareceu que não tenta impedir as alianças, mas defende que elas sejam adiadas para o segundo turno.
