Suspensão do patrocínio e seus reflexos no Ceará
O Ceará enfrenta um desafio financeiro com a suspensão das atividades das casas de apostas no Brasil, determinada pelo Governo Federal. João Paulo Silva, presidente do clube, revelou no programa Jogada 3º Tempo, transmitido pela Verdinha FM, que o Alvinegro já deixou de receber os pagamentos do seu maior patrocinador a partir deste mês.
“Impacta. Antes mesmo da medida ser oficializada, a empresa nos notificou sobre a suspensão dos pagamentos caso a decisão fosse confirmada. Atualmente, nosso master é o maior patrocinador, e infelizmente, já não recebemos essa parcela desde outubro”, explicou Silva.
Movimentação dos clubes e cenário político
O dirigente também comentou sobre as tentativas dos clubes para reverter a situação, incluindo ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e reuniões com o Ministério do Esporte, que acabaram canceladas devido ao clima político desfavorável.
“Há uma movimentação dos clubes para entrar no STF, junto com as associações. Uma reunião esta semana, marcada pelo Ministério do Esporte, foi cancelada porque os clubes entenderam que o momento político não era adequado. Por enquanto, o que temos é a perda do nosso maior patrocínio em um momento já difícil financeiramente”, completou.
Contrato vigente e perspectivas futuras
O contrato do Ceará com a Esportes da Sorte vai até janeiro de 2027. A renovação estava em discussão, condicionada à permanência do clube na Série B, mas a medida provisória interrompeu o processo.
“Temos um contrato vigente, mas os pagamentos estão suspensos. Se não houver mudanças, a partir do dia 5 não poderemos mais exibir a marca na camisa”, finalizou o presidente.
Contexto da proibição das bets no Brasil
Em 25 de setembro, o Governo Federal anunciou regras para a proibição das casas de apostas no país. A medida, que já está em vigor, será enviada ao Congresso Nacional para aprovação definitiva em até 120 dias. A partir do dia 6 de outubro, sites e aplicativos de apostas, além de cassinos online, começarão a ser bloqueados.
Essa decisão prejudica 24 dos 40 times das Séries A e B do Brasileirão que possuem patrocínio de bets, incluindo o Ceará e outras 23 equipes.
