Festival Internacional de Folclore do Ceará movimenta litoral oeste com diversidade cultural
Entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, o litoral oeste do Ceará se torna um espaço vibrante de cultura com a realização da XII edição do Festival Internacional de Folclore do Ceará (Fifolc). Paracuru, principal sede do evento, e Paraipaba, que recebe atividades nos dias 30 e 31, recebem grupos artísticos que trazem em suas apresentações a riqueza das tradições folclóricas brasileiras e latino-americanas.
O Fifolc vai além da simples apresentação de espetáculos. Durante quatro dias, doze grupos ocupam palcos, ruas, escolas e terreiros, promovendo um intercâmbio cultural que amplia o diálogo entre diferentes expressões folclóricas. O Ceará está representado por sete grupos locais, entre eles o Balé Folclórico Arte Popular de Fortaleza, a Cia de Dança Estrelas da Rua, o Grupo de Tradições Cearenses (GTC), o Grupo de Tradições Folclóricas Raízes Nordestinas, o Grupo Parafolclórico Fulô do Sertão, a Txai Cia de Danças Populares e o Grupo Oré Anacã, homenageado da edição.
Representação nacional e internacional amplia diversidade do festival
O evento destaca também a pluralidade cultural do país, com a participação de três grupos vindos das regiões Nordeste e Sul: o Grupo de Cultura Os Cariris (PB), o Grupo de Danças Folclóricas Internacional de Nova Petrópolis (RS) e o Grupo de Danças Tradicionais Gaúchas Tradição Cultura Herança Tchê – Etnia Germânica (RS). Na esfera internacional, compõem a programação o Amarú Proyección Artística y Folclórica, da Colômbia, e o Ballet Chakana, da Argentina.
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A programação valoriza ainda os talentos locais, reunindo doze grupos de Paracuru, como a Cia de Dança de Paracuru, a Quadrilha União Junina, os Dramistas de Paracuru, a Banda Mestre Pixuna, o Studio de Dança Impulse, a Quadrilha Força Jovem, o Espaço Mova-se Rochele Conde, a Cia de Dança Alpha, a Quadrilha Amor Cearense, a Cia Kundunga, a Família Forrozeira e o Forró com Garra.
Homenagens a grupos e personalidades que marcam a cultura local
O Grupo Oré Anacã, de Fortaleza, é o destaque da edição como homenageado oficial. Reconhecido internacionalmente, o grupo dedica-se à pesquisa e reinterpretação das danças folclóricas brasileiras, atuando como referência no fortalecimento das artes místicas e populares no Nordeste.
Outra homenagem significativa é dedicada a Flávio Sampaio, cujo percurso como professor, bailarino e agente cultural tem influenciado gerações e reforçado o papel da dança como meio de aprendizado, expressão e transformação social.
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Fonte: atividadenews.com.br
Interação e formação cultural na programação do festival
O Fifolc promove a aproximação entre artistas e comunidades com ações que levam a arte popular para o cotidiano do público. Entre elas, o Folclore Itinerante e o Folclore na Escola realizam intervenções de dança e música em escolas e espaços públicos, movimentando estudantes e moradores.
A Terreirada dos Mestres oferece um espaço para troca de saberes, memórias e ancestralidade entre guardiões da tradição. Além disso, oficinas e rodas de vivência proporcionam aprendizado prático de passos, ritmos e técnicas diretamente com os grupos convidados.
