Desafios Fiscais e Climáticos à Frente
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal representante do agronegócio no país, sinaliza que 2026 promete ser um ano repleto de desafios para os produtores rurais brasileiros. O alerta é claro: o desajuste fiscal gerado pela atual gestão do presidente Lula na presidência impactará diretamente o setor. Com as dificuldades crescentes para equilibrar as contas públicas, a expectativa é que o governo busque novas formas de aumentar a arrecadação, o que pode resultar em mais impostos e taxas para os contribuintes.
De acordo com a CNA, um ajuste fiscal será imprescindível, e a necessidade de reequilibrar as contas públicas levará o governo a implementar medidas voltadas para o aumento da arrecadação. Este cenário, por sua vez, pode afetar a estabilidade econômica, deixando-a em uma situação de vulnerabilidade. “As projeções da CNA indicam que o governo deverá encontrar alternativas para elevar as receitas, especialmente em um ano eleitoral, onde cortes de gastos são improváveis”, explica a entidade.
Desafios no Setor Rural
A CNA também destaca que, além das questões fiscais, o setor rural enfrentará outros obstáculos significativos, como as mudanças climáticas e o aumento da inadimplência. Dados alarmantes mostram que, em outubro deste ano, a inadimplência no crédito rural atingiu seu maior nível desde 2011, com 11,4%. Comparado ao mesmo período do ano passado, quando a inadimplência era de apenas 3,54%, o aumento é preocupante e reflete uma série de fatores adversos.
Entre as causas desse aumento estão os problemas climáticos recorrentes, a queda nos preços das commodities e o aumento dos custos de produção. Além disso, a falta de um seguro rural adequado e a restrição de crédito pelos bancos, que agora operam com juros mais altos, contribuem para um cenário econômico complicado para os produtores.
Perspectivas e Necessidades do Setor
A CNA revisa que a recuperação econômica no agronegócio dependerá de uma articulação eficaz de soluções que visem reduzir a vulnerabilidade tanto financeira quanto climática dos produtores. Para que o crescimento do setor seja sustentável, é essencial promover um ambiente de previsibilidade e confiança, que permita ao agro brasileiro superar os desafios impostos pelas circunstâncias atuais.
Uma série de medidas estruturais será necessária para mitigar os impactos da inadimplência e dos problemas climáticos que vêm afetando o setor. Com a economia em recuperação e a necessidade de inovação, é fundamental que o agronegócio se mantenha resiliente e adaptável às novas realidades que se apresentam.
