Contratos em Suspenso na TV Cultura
A TV Cultura vive um momento de incerteza em relação à renovação dos contratos de seus apresentadores, que venceram no final de dezembro. Essa situação, que envolve figuras-chave da programação, se destaca em um mês de janeiro que, tradicionalmente, não apresenta essa falta de definições na televisão brasileira. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
Dentre os profissionais que ainda não têm um vínculo formal, estão Vera Magalhães, que comanda o renomado programa “Roda Viva”, exibido nas noites de segunda-feira, e Marcelo Tas, à frente do “Provoca”. Apresentadores da área esportiva também se encontram na mesma situação. A falta de decisão nessa época do ano tem gerado desconforto nos bastidores, uma vez que a renovação de contratos costuma ser tratada com antecedência.
Entretanto, mesmo sem contratos em vigor, esses comunicadores continuarão a ser vistos na programação nas próximas semanas. No caso de Vera Magalhães, por exemplo, há edições inéditas do “Roda Viva” já gravadas e programadas para ir ao ar em meados de janeiro, enquanto o “Provoca” mantém seu cronograma sem alterações.
Nova Gestão e Mudanças Internas
A condução das negociações referentes aos contratos ficou sob os cuidados da nova diretora-presidente da TV Cultura e da Fundação Padre Anchieta, Maria Ângela de Jesus. Ela assumiu a posição em junho de 2025 e decidiu concentrar as tratativas contratuais neste mês, mesmo tendo iniciado conversas preliminares antes do fechamento do ano.
Desde a chegada da nova gestão, o jornalismo da emissora passou por transformações significativas. Karyn Bravo deixou o canal, enquanto Rita Lisauskas foi indicada para liderar o Jornal da Cultura. Adicionalmente, Thaís Oyama retornou à emissora após dois anos fora, contribuindo para o novo cenário de mudanças.
Procurada pela Folha de S.Paulo, a TV Cultura confirmou o término dos contratos e informou que a análise das renovações será realizada de forma individualizada, após o recesso administrativo. A expectativa é que as definições sobre os futuros vínculos sejam realizadas com cautela, considerando as novas diretrizes da gestão atual.
