Um Caso Alarmante de Intoxicação por Metanol
No último dia 2, Vinícius Oliveira Vieira, de apenas 31 anos, faleceu em decorrência de intoxicação por metanol na cidade de Ribeira do Pombal, localizada no nordeste da Bahia. Internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, ele não sobreviveu às complicações decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas contaminadas, conforme confirmou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Sete pessoas foram afetadas por essa intoxicação, resultado do consumo de bebidas impróprias. A Sesab informou que, entre os enfermos, quatro pacientes internados no Hospital Geral Santa Tereza receberam alta após apresentarem melhora em seu quadro clínico. No entanto, três vítimas foram transferidas para Salvador, e duas continuam sob cuidados médicos.
As investigações revelaram que seis das vítimas haviam ingerido drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius, embora não tivesse estado presente no evento, comprou bebidas no mesmo depósito no dia anterior e foi o primeiro a manifestar os sinais da intoxicação.
Em um comunicado, a Sesab ressaltou a importância da resposta rápida às vítimas, que contou com a colaboração do Ministério da Saúde e da prefeitura local. A disponibilidade do antídoto foi crucial para a recuperação dos pacientes que receberam alta.
A confirmação da intoxicação foi feita na quarta-feira, dia 31 de dezembro, após análises do Departamento de Polícia Técnica (DPT) que detectaram a presença de metanol em bebidas apreendidas no depósito e em amostras de sangue dos pacientes atendidos.
Após a divulgação do laudo, a prefeitura de Ribeira do Pombal tomou uma atitude preventiva e decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. Essa medida estará em vigor de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026, abrangendo todos os estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes e eventos, além de ações de comércio ambulante e distribuição gratuita ou promocional.
De acordo com a prefeitura, essa decisão é excepcional e temporária, fundamentada no princípio da precaução e na proteção da saúde pública. A Vigilância Sanitária Municipal será responsável pela fiscalização das medidas, com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos competentes.
