Medidas Contra o Greening na Citricultura Paulista
A citricultura no estado de São Paulo enfrenta um momento crítico devido ao avanço do greening, considerada a pior doença a afetar as laranjeiras globalmente. Para conter a disseminação da bactéria, o governo de São Paulo anunciou uma nova iniciativa, que envolve a contratação de 28 profissionais. Esses especialistas trabalharão em colaboração com servidores da Defesa Agropecuária para o combate ao Huanglongbing (HLB), conhecido popularmente como greening. A expectativa é que o investimento anual nessa ação alcance R$ 3,6 milhões, conforme informações da Secretaria Estadual de Agricultura. Alexandre Paloschi, agrônomo e chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, comentou: “Esses profissionais estarão focados nas inspeções da doença, o que nos permitirá regionalizar as ações do estado e adotar estratégias específicas de acordo com a incidência do greening”. Essa abordagem visa ser mais efetiva no combate a uma doença que, se não controlada, pode causar danos irreparáveis à citricultura paulista.
Campanha de Vacinação Contra a Brucelose
Em um outro aspecto do agronegócio, a campanha de vacinação contra a brucelose em São Paulo começou no dia 1º de janeiro e terá sua primeira fase encerrada em 30 de junho de 2026. A Defesa Agropecuária orienta que bovinas e bubalinas com idades entre três e oito meses devem ser imunizadas. Os pecuaristas são aconselhados a buscar um veterinário para realizar a vacinação das fêmeas. É importante ressaltar que, por se tratar de uma vacina viva, a manipulação pode ser arriscada. Por isso, a vacinação deve ser realizada por um médico veterinário registrado, que garantirá a aplicação correta do imunizante e fornecerá o atestado de vacinação ao produtor. Essa iniciativa é crucial para a saúde do rebanho e para a manutenção da qualidade das produções de carne e leite no estado.
Exportações de Carne Bovina Batem Recorde
Em um cenário positivo para o agronegócio, as exportações de carne bovina do Brasil alcançaram um recorde em 2025. Com um crescimento de 20,9% em volume e 40,1% em receita, foram exportadas 3,50 milhões de toneladas, um aumento significativo em relação ao ano anterior. A receita totalizou US$ 18,03 bilhões, com um crescimento expressivo de 40% em relação aos valores de 2024. Os dados, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), mostram que a China foi o principal destino da carne bovina brasileira, representando 48% do total exportado, equivalente a 1,68 milhão de toneladas. Esse desempenho das exportações reflete a crescente demanda por produtos brasileiros no mercado internacional e a capacidade do setor de se adaptar às exigências globais.
