A Educação em Tempo Integral em Sergipe
Nos últimos três anos, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), tem avançado de forma notável na ampliação da educação em tempo integral, com o objetivo de oferecer melhores oportunidades de aprendizado. No Baixo São Francisco, a transformação é expressiva: das 34 unidades estaduais existentes na região, 21 escolas agora oferecem essa modalidade de ensino, que abrange tanto o Ensino Fundamental quanto o Ensino Médio.
A inclusão do ensino em tempo integral vai além de um simples aumento de horário. Os alunos têm acesso a laboratórios de ciências, informática e salas Maker, além de programas que incentivam o protagonismo estudantil por meio de projetos integrados. Essa abordagem também se estende a atividades culturais, esportivas, artísticas e de tecnologia, permitindo que os estudantes explorem diferentes áreas de interesse, através dos itinerários formativos, uma parte flexível e personalizável do currículo.
Na prática, os alunos passam, no mínimo, sete horas por dia na escola, aprendendo com base na estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao mesmo tempo que participam de atividades diversificadas.
Compromisso com a Educação
O governador Fábio Mitidieri destaca a importância dessa ampliação, não apenas em termos de infraestrutura, mas também em qualidade educacional. Ele afirma que até 2026, pretende atingir a meta de alcançar 146 escolas em tempo integral no estado. “Estamos transformando vidas por meio da educação. Em Propriá, ao inaugurarmos o Centro de Excelência Cesário Siqueira e entregarmos mais uma escola em breve, queremos garantir que todas as escolas tenham um padrão de qualidade”, ressaltou Mitidieri. Além disso, o governador mencionou o esforço para climatizar todas as unidades escolares, com a meta de atingir 319 escolas climatizadas até o final do ano.
A Política Sergipana de Educação Integral está em harmonia com o Plano Estadual de Educação (PEE), estabelecido pela Lei nº 9.800/2025, e também atende às diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE), que visa que 50% das escolas públicas do país adotem esse modelo educativo. No Baixo São Francisco, a realidade já supera a meta, com mais de 60% das escolas oferecendo educação integral.
Impacto da Educação Integral
Max Cardoso Silva, diretor da Regional de Educação do Baixo São Francisco (DRE 6), enfatiza a evolução da educação integral na região, que saltou de quatro para 21 escolas entre 2009 e 2026. “Isso significa maior qualidade no ensino, mais tempo para os alunos na escola e, consequentemente, um aprendizado mais eficaz. Já comprovamos que as escolas de tempo integral melhoram os indicadores pedagógicos”, afirmou.
O impacto desse modelo é visível nas experiências dos alunos. Antony dos Santos Antunes, estudante do 9° ano no recém-reformado Centro de Excelência, demonstrou empolgação ao comentar sobre as novas instalações. “Estou animado porque agora temos quadras e laboratórios adequados. O que mais me agradou foi saber que as salas têm ar-condicionado”, contou.
Cassandra Regina, ex-aluna do Cesário Siqueira, expressou satisfação com a ampliação da educação integral, destacando os benefícios para as novas gerações. “Na minha época, não tínhamos essa opção. Agora, vejo um grande potencial para os alunos, que poderão aproveitar melhor o tempo na escola e ter um acompanhamento mais próximo dos professores”, refletiu.
Novas Oportunidades para os Estudantes
A diretora do Centro de Excelência Dom Antônio Cabral, Thais Lima, comentou que a unidade oferece educação integral a 278 alunos, tanto do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio. “A educação em tempo integral é uma conquista para todos, pois proporciona um ambiente escolar que evita a ociosidade e permite à equipe pedagógica acompanhar melhor os avanços dos alunos”, disse.
As alunas Ellen Roberta Santos Marinho e Jhenyfer da Silva Melo, estudantes do Fundamental, destacaram a empolgação com os novos recursos da escola. “Espero que este ano seja bem diferente, com mais participação nas atividades do laboratório de informática”, expressou Jhenyfer. A expectativa é que essa nova fase traga resultados positivos para a comunidade escolar, contribuindo para a formação integral dos alunos e fortalecendo os laços entre famílias e instituições de ensino.
