Análise do Bolsa Família no Ceará em Janeiro de 2026
No dia 19 de janeiro, o pagamento do Bolsa Família foi iniciado para 1,33 milhão de famílias no Ceará, representando uma redução de 120 mil beneficiários em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando 1,45 milhão estavam cadastrados. O governo federal destinou ao estado R$ 915,8 milhões, um valor inferior aos R$ 964,8 milhões repassados em janeiro de 2025.
Embora o número de beneficiários tenha diminuído, o valor médio recebido pelas famílias aumentou, passando de R$ 665,21 para R$ 684,24, um acréscimo de R$ 19,03. O cronograma de pagamentos seguirá até o dia 30 de janeiro, seguindo o término do Número de Identificação Social (NIS), conforme informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Os dados revelam também uma queda significativa no Benefício Primeira Infância, que atende crianças de zero a seis anos. O número de beneficiários nesta faixa etária caiu de 555 mil em janeiro de 2025 para 504,9 mil no início de 2026, refletindo uma redução de 50,1 mil crianças. O valor adicional de R$ 150 destinado a cada criança nessa faixa etária totaliza um investimento de R$ 73,1 milhões, abaixo dos R$ 78,8 milhões do ano anterior.
Benefícios Complementares e sua Distribuição
O Bolsa Família também inclui benefícios complementares de R$ 50, que alcançam aproximadamente 869 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 41 mil gestantes e 24,3 mil nutrizes. Para esses repasses, o investimento supera R$ 44,9 milhões. Em comparação, o ano passado contabilizava 936 mil crianças e adolescentes, 77,2 mil gestantes e 25,3 mil nutrizes, com um total de R$ 48,2 milhões.
Em Fortaleza, a situação é alarmante com um corte de 38,1 mil benefícios, reduzindo os beneficiários de 320,4 mil em 2025 para 282,3 mil em janeiro de 2026. As cidades de Caucaia, Juazeiro do Norte, Maracanaú e Sobral seguem na lista das que mais recebem o benefício, mas também apresentaram quedas significativas.
Motivos para a Redução de Beneficiários
O MDS atribui essa redução ao dinamismo do Bolsa Família, que permite a entrada e saída de famílias mensalmente. A melhora nas condições de emprego e renda, aliada a um aprimoramento no Cadastro Único, contribui para a redução do número de beneficiários. Essa revisão cadastral tem como intuito garantir que os recursos sejam direcionados a quem realmente necessita, minimizando pagamentos indevidos.
Além disso, vários fatores podem levar ao desligamento dos beneficiários, como a inserção no mercado de trabalho, descumprimento das condicionalidades de saúde e educação, além de fornecimento de informações falsas ou omissão de dados. Segundo o MDS, essas movimentações são normais e refletem tanto avanços sociais quanto a busca por uma gestão transparente e eficaz do programa.
Contexto Nacional do Bolsa Família
Em âmbito nacional, o Bolsa Família atinge 18,77 milhões de beneficiários a partir de janeiro de 2026, com um valor médio de R$ 697,77, totalizando um investimento de R$ 13,1 bilhões. O programa abrange 5.570 municípios e inclui medidas de apoio em caso de desastres naturais, atingindo 176 localidades com pagamentos unificados.
Em relação ao Benefício Primeira Infância, 8,4 milhões de crianças recebem neste mês um adicional significativo. Para as crianças de sete a 18 anos, cerca de 13,7 milhões são beneficiadas. O investimento total para esses programas complementares é de R$ 706,7 milhões, mostrando o esforço do governo em atender diversas faixas etárias e necessidades sociais.
Os dados mostram que o Nordeste concentra a maior parte dos beneficiários, com destaque para a Bahia, que sozinha contabiliza 2,3 milhões de famílias atendidas, seguida por São Paulo e outros estados com mais de um milhão de beneficiários. Assim, a gestão do Bolsa Família destaca-se como uma ferramenta de proteção social, apesar das flutuações no número de beneficiários, reafirmando seu papel na ajuda às famílias em situação de vulnerabilidade.
