Queda nos Preços do Mamão no Espírito Santo e na Bahia
Entre os dias 12 e 16 de janeiro, os preços do mamão apresentaram um recuo significativo nas principais regiões produtoras do Norte do Espírito Santo e do Sul da Bahia. Essa diminuição nos valores é consequência do aumento da oferta e também da perda de qualidade da fruta nos campos.
Segundo um levantamento do Hortifruti/Cepea, no Norte do Espírito Santo, o mamão havaí, classificado nos calibres 12 a 18, foi comercializado a R$ 2,50 por quilo, o que representa uma queda de 17% em comparação com a semana anterior. Especialistas consultados pelo centro de pesquisas afirmam que as temperaturas mais elevadas aceleraram a maturação dos frutos, resultando em uma maior disponibilidade no mercado e, consequentemente, pressionando as cotações para baixo.
No Sul da Bahia, a situação foi ainda mais acentuada para o mamão formosa, que teve seu preço negociado a R$ 1,21 por quilo, uma redução de impressionantes 47% no mesmo intervalo de tempo. Além do aumento da oferta, os produtores enfrentam sérias dificuldades devido a problemas fitossanitários, principalmente doenças fúngicas que têm afetado a qualidade dos frutos e contribuído para a desvalorização desse produto essencial no mercado.
Cenário Estável no Atacado Paulista
No atacado de São Paulo, a realidade se mostrou um pouco diferente, com preços mantendo-se estáveis. Na Ceagesp, o mamão havaí, em calibres 15 a 18, foi vendido a R$ 58,00 por caixa de 8 quilos, enquanto o formosa fechou a semana cotado a R$ 65,00 por caixa de 13 quilos. Essa estabilidade nos preços pode ser atribuída ao fato de que o abastecimento foi realizado na semana anterior, o que ajudou a mitigar os impactos da maior oferta nacional.
No entanto, as perspectivas para os próximos dias indicam que a pressão sobre os preços pode aumentar ainda mais, especialmente com o avanço da colheita nas regiões produtoras. O mercado espera que essa ampliação na oferta traga novas quedas nas cotações do mamão, refletindo um cenário em constante mudança.
O acompanhamento da situação é essencial para os produtores e comerciantes, que devem estar preparados para lidar com as flutuações do mercado, que, como se pode observar, são influenciadas tanto por fatores climáticos quanto por problemas fitossanitários que afetam diretamente a qualidade do produto. A adaptabilidade e a gestão eficaz das safras serão cruciais para garantir a sustentabilidade econômica dos envolvidos na cadeia produtiva.
