Transporte Ilegal e suas Consequências
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus envolvido no acidente fatal que deixou 16 mortos, na manhã desta terça-feira (3), em São José da Tapera, Alagoas, operava de forma clandestina. O veículo transportava romeiros provenientes do Ceará para Alagoas e não possuía as devidas autorizações legais, seguro ou licença de viagem.
De acordo com as informações da ANTT, o ônibus estava irregular, sem autorização para realizar o transporte interestadual de passageiros e não possuía Certificado de Segurança Veicular (CSV) nem seguro de responsabilidade civil em dia. A tragédia ocorreu enquanto o grupo retornava de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a Coité do Nóia, em Alagoas. Entre as vítimas fatais estão sete mulheres, cinco homens e quatro crianças.
Pânico e Desespero na Cena do Acidente
Testemunhas do acidente relataram que o motorista perdeu o controle do veículo, que saiu da pista e capotou em um trecho conhecido como “S do Caboclo”. Uma força-tarefa composta por equipes de resgate, saúde e segurança pública foi imediatamente mobilizada para atender os feridos e organizar a evacuação das vítimas. Moradores da região, juntamente com familiares dos romeiros, acompanharam de perto as operações de resgate e lamentaram a tragédia que abalou a comunidade.
Um romeiro que estava em Juazeiro do Norte antes do acidente disse que viu o grupo momentos antes de partirem. O governador de Alagoas, Paulo Dantas, decretou luto oficial de três dias e está acompanhando pessoalmente os esforços de resgate, atendimento aos feridos e as investigações em curso.
Identificação das Vítimas
Até o momento, o Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas conseguiu identificar nove vítimas do acidente. As informações abaixo foram confirmadas:
- Maria Manuella de Souza Oliveira, 5 anos, estudante, residente no Povoado Alagoainjas, Coité do Nóia;
- Claudiana Maria da Sila Bastos, 45 anos, do lar, residente no Sítio Vassouras, Coité do Nóia;
- Cleusa Simão Lima, 63 anos, aposentada, residente no Povoado Mucamba, Coité do Nóia;
- Cícero Barbosa de Lima, 71 anos, aposentado, residente no centro de Coité do Nóia;
- Edivania da Silva Lima, 39 anos, agricultora, residente no Sítio Pereira Velho, Coité do Nóia;
- Josefa Madalena de Alcantara, 67 anos, aposentada, residente em Igaci;
- Maria do Socorro Santos, 73 anos, aposentada, residente no Sítio Pereira Velho, Coité do Nóia;
- Maria Gorete Rodrigues Izidoro da Silva, 38 anos, residente no Sítio Vassouras, Coité do Nóia;
- Vandete Maria da Silva, 60 anos, agricultora, residente no Sítio Vassouras, Coité do Nóia.
O acidente destaca a importância de um transporte seguro e regulamentado, levantando questões sobre a fiscalização e a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar situações semelhantes no futuro.
