Confusão marca reta final de Ceará x Juventude
O clima esquentou nos minutos finais do duelo entre Ceará e Juventude, quando jogadores do time gaúcho cercaram a equipe de arbitragem para contestar os 11 minutos de acréscimos e a marcação de um pênalti favorável ao Ceará. A tensão foi tanta que o quarteto de arbitragem precisou ser escoltado por policiais, que usaram escudos para conter a aproximação dos atletas.
Ofensas e agressões durante a confusão
De acordo com o relato do árbitro Kleber Silva, o zagueiro Marcos Paulo se dirigiu a ele de forma exaltada, com o dedo em riste, proferindo xingamentos como “vocês querem nos f*der, todo jogo essa palhaçada, seu safado, ladrão”. Além disso, Marcos Paulo teria dado tapas no escudo de um policial. O árbitro optou por não mostrar o cartão vermelho naquele momento devido ao risco à integridade física dos envolvidos.
O volante Luan Martins também se aproximou exaltado e ofendeu o árbitro com palavras de baixo calão, precisando ser contido pelos próprios companheiros. Assim como no caso de Marcos Paulo, a expulsão só foi registrada posteriormente, já que a confusão impediu a formalização durante a partida.
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Expulsão direta do goleiro reserva e ação de dirigente
No mesmo período de acréscimos, o goleiro reserva Pedro Rocha foi expulso diretamente após deixar o banco de reservas para chutar copos de água no chão e xingar o árbitro com palavras ofensivas. A súmula também destaca a atitude agressiva de Lucas Andrino, executivo de futebol do Juventude, que entrou em campo após o fim do jogo e chamou o árbitro de “vagabundo” e “ladrão”, desferindo um soco no escudo de um policial. Andrino foi contido por jogadores para evitar maiores conflitos.
Após a partida, o Juventude divulgou uma nota criticando duramente a arbitragem de campo e do VAR, apontando supostos erros sucessivos contra a equipe ao longo da Série B. A situação evidencia o desgaste entre o clube e a arbitragem, que tornou o final do jogo entre Ceará e Juventude bastante tumultuado e marcado por expulsões.
