Reunião do Conselho de Segurança da ONU Mobiliza o Brasil
A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, convocada pela Colômbia, ocorre em meio a um clima tenso após os Estados Unidos realizarem ataques em Caracas e capturarem o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O Brasil, que não é membro permanente, fará parte do encontro, embora sua participação não inclua direito a voto, conforme as regras da ONU que permitem a presença de países não membros.
Os membros permanentes do Conselho incluem China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Neste mês, a Somália ocupa a presidência do Conselho, que se reunirá para discutir as implicações do ataque. O governo brasileiro manifestou sua preocupação em relação à situação na Venezuela e reafirmou a importância do diálogo diplomático.
O Ministro da Defesa, José Múcio, participou de uma reunião ministerial que incluiu outros altos funcionários, como o Ministro-Chefe da Casa Civil e o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. A embaixadora do Brasil em Caracas e representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério das Relações Exteriores também marcaram presença.
Durante uma reunião emergencial pela manhã, os ministros confirmaram que não há brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques. Ao longo do dia, ao menos 100 turistas brasileiros conseguiram deixar a Venezuela sem dificuldade, tranquilizando as autoridades brasileiras quanto à segurança de seus cidadãos.
José Múcio relatou que, embora não haja movimentações anormais na fronteira brasileira com a Venezuela, o governo continua monitorando a situação de perto. O trânsito foi, no entanto, fechado pelo governo venezuelano, enquanto do lado brasileiro permanece tudo normal e as atividades seguem sem interrupções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais, condenando a ação militar dos EUA. Lula afirmou que essa medida exacerba tensões nas relações internacionais e caracteriza uma violação dos princípios do direito internacional, lançando um alerta sobre o potencial para um aumento da violência e instabilidade na região.
Ele ainda expressou sua preocupação, afirmando que a ação resgata os piores momentos de interferência política na América Latina e no Caribe, colocando em risco a estabilidade da região, que historicamente é vista como uma zona de paz. O presidente defendeu que a comunidade internacional, através das Nações Unidas, deve responder de maneira decisiva a esse episódio.
Em declaração, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que ainda avalia o futuro da Venezuela. Ele confirmou que Maduro e sua esposa estão sendo levados para Nova York em um dos navios da Marinha norte-americana, que estão posicionados no Caribe desde o final de 2025. Até o momento, o destino do presidente venezuelano era incerto, o que tornou a situação ainda mais alarmante para a comunidade internacional.
As reações em torno do ataque estão em andamento, e muitos esperam que a reunião do Conselho de Segurança trate não apenas da situação imediata, mas também das longas implicações para a política na América Latina e na segurança global. Com esse contexto, a presença do Brasil no debate se torna essencial, já que o país é um importante ator na diplomacia da região e busca promover a paz e a cooperação entre nações.
