Ampliação da cultura cearense no cenário internacional
O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), participa ativamente do Ano Cultural Brasil-China 2026, em Xangai, fortalecendo a visibilidade da produção artística local no exterior. Entre os dias 14 e 31 de outubro, o Estado marca presença com apresentações de dança e música, além de encontros institucionais e rodadas de negócios que integram as políticas de circulação e intercâmbio cultural promovidas pela Secult Ceará.
O destaque fica para a participação da Paracuru Companhia de Dança, da cantora e compositora Clau Aniz e da dupla Marcelo di Holanda e Mateus Farias. Esses artistas integram eventos relevantes como o 25º Festival Internacional de Artes de Xangai, a Plataforma Cena Brasil e o Elos Sync, no JZ Festival, que reúnem profissionais das artes cênicas e musicais de diversas regiões do Brasil.
Intercâmbio cultural e parcerias estratégicas
A missão cultural brasileira em Xangai conta com representantes de cinco estados, incluindo Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. São mais de 60 reuniões e rodadas de negócios que buscam estabelecer parcerias para circulação artística, coproduções e intercâmbios, ampliando as oportunidades para a produção cultural brasileira em circuitos internacionais.
Segundo a secretária da Cultura do Ceará, Gecíola Fonseca, essa participação representa um avanço importante na internacionalização da cultura local: “É uma oportunidade de mostrar a diversidade e qualidade da nossa produção artística, abrir novas parcerias e ampliar os caminhos para que nossos artistas circulem pelo mundo”.
Continuidade da presença cearense no Ano Cultural
Esta etapa em outubro segue a primeira fase do Ano Cultural Brasil-China, realizada entre abril e maio de 2026, também em Xangai, quando artistas como Orquestra Cabulosa, Silvero Pereira e Mel Mattos participaram do JZ Spring Festival. Na ocasião, mais de 120 profissionais brasileiros da cultura estiveram envolvidos em apresentações, encontros e intercâmbios culturais, consolidando a presença do Ceará na programação.
A diversidade da produção cultural do Ceará fica evidente nas diferentes linguagens e trajetórias apresentadas, reforçando a relevância do Estado no panorama cultural nacional e internacional.
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Dança e música cearenses em destaque
Na programação de outubro, a Paracuru Companhia de Dança apresenta os espetáculos “Praia das Almas” e “O que Você Tem na Cabeça” no Shanghai International Dance Center Theater. Fundada em 1999 pelo bailarino Flávio Sampaio, a companhia alia formação artística, pesquisa coreográfica e referências culturais brasileiras para construir suas obras.
“Praia das Almas” reflete sobre a memória da antiga Vila do Parazinho, enquanto “O que Você Tem na Cabeça” dialoga com manifestações populares brasileiras, inspirando-se no personagem Menino Maluquinho, de Ziraldo. Flávio Sampaio também ministra a palestra-oficina “Balé Clássico, o Princípio é o Corpo” na Shanghai Theatre Academy, discutindo a técnica clássica sob a perspectiva da diversidade dos corpos e saberes do Sul Global.
Agenda musical e trocas culturais
No JZ Festival/Elos Sync, a cantora e compositora Clau Aniz se apresenta no dia 21 de outubro, trazendo uma trajetória marcada pela experimentação musical e diálogo com outras linguagens artísticas. Nascida em Fortaleza, Clau lançou seu álbum solo “Filha de Mil Mulheres” em 2018, com composições para cinema e instalações sonoras.
No dia seguinte, a dupla Marcelo di Holanda e Mateus Farias subirá ao palco. A parceria iniciada em 2018 mescla referências da música popular brasileira, choro e forró nordestino. Mateus é flautista formado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) com especializações na França, enquanto Marcelo construiu sua carreira em Fortaleza, passando por grupos como Eletrocactus e Donaleda.
Plataforma Cena Brasil e cooperação acadêmica
A Plataforma Cena Brasil, apoiada pelo Ministério da Cultura (MinC) e parceiros, reúne 166 profissionais das artes cênicas para apresentações, encontros de mercado e ações formativas. Entre as atividades está o Fórum Brasil-China de Artes Performativas, com debates sobre cooperação cultural, formação e intercâmbio.
Está prevista também a assinatura de memorando de entendimento entre Funarte e Shanghai Theatre Academy para ampliar a cooperação acadêmica, formação e circulação artística entre os países.
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Políticas públicas de circulação cultural
A presença do Ceará no Ano Cultural Brasil-China reflete uma política contínua de fomento à circulação e intercâmbio cultural pelo Governo do Ceará. Programas como Ceará Sem Fronteiras, Ceará Criativo e o Edital de Circulação e Intercâmbio Cultural oferecem apoio a artistas, grupos e profissionais da cultura para ampliar o acesso a formação, pesquisa e difusão da produção cultural em âmbito nacional e internacional.
O Ceará Sem Fronteiras, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), promove mobilidade formativa com recursos de R$ 2,9 milhões, beneficiando agentes culturais em dez estados e dez países. Já o Ceará Criativo, com R$ 2,2 milhões do chamamento público, estimula a circulação da produção artística em 14 países e 12 estados brasileiros, atendendo grupos e artistas diversos.
O Edital de Circulação e Intercâmbio Cultural oferece apoio financeiro para deslocamento e ajuda de custo, com valor previsto de R$ 1,5 milhão. Até o momento, 24 apoios foram executados, contemplando circulação nacional e internacional, incluindo países como França, Alemanha, Cuba, Argentina e Portugal.
Cultura como dimensão estratégica nas relações internacionais
O Ano Cultural Brasil-China 2026 nasce da cooperação entre os governos brasileiro e chinês, celebrando 50 anos de relações diplomáticas. A programação fortalece o conhecimento mútuo, valoriza a diversidade cultural e promove novas parcerias entre artistas, instituições e agentes culturais dos dois países.
Para o Ceará, essa participação reforça o papel da cultura como elemento estratégico nas relações internacionais, ampliando as possibilidades de colaboração e circulação artística, além de consolidar a presença do Estado no circuito cultural global.
