Ampliação do Combate ao Crime Organizado
Na última quarta-feira, 14, o Ministério Público do Ceará (MPCE) anunciou a criação de quatro novos grupos dedicados ao enfrentamento do crime organizado. Essas novas unidades irão atuar tanto nas regiões Norte e Sul do Estado quanto no combate a delitos no ambiente digital. As iniciativas devem ter início ainda neste mês e visam uma atuação mais eficaz contra as facções criminosas que atuam no Ceará.
Os novos órgãos incluem os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) Sul e Norte, além do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (CyberGaeco) e do Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública (Gaesp). O MPCE busca, com essa estrutura, regionalizar e descentralizar as ações de combate, que até agora eram concentradas em Fortaleza e na Região Metropolitana, onde o Gaeco já estava em operação.
Sediado em Juazeiro do Norte, o Gaeco Sul terá como área de atuação cidades do Cariri, Centro-Sul, Sertão Central, Região Jaguaribana e Litoral Leste. O promotor de Justiça Lívio Araújo Brito coordenará o grupo, com o apoio dos promotores Leonardo Marinho e Ariel Alves como coordenadores auxiliares.
Por sua vez, o Gaeco Norte será baseado em Sobral e irá abranger comarcas da Região Norte, Serra da Ibiapaba, Sertão de Inhamuns e Litoral Oeste. A coordenação ficará a cargo do promotor de Justiça Handerson Miranda, que contará com os promotores Guilherme Maia e Rafael Medeiros como colaboradores.
Enfrentamento no Ambiente Virtual
Outra novidade é a criação do CyberGaeco, que terá como foco principal o combate a crimes cibernéticos em todo o Estado. Esta unidade será liderada pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo Mendes, auxiliado por Bruno Bezerra Luz e Mayara Muniz. Os crimes cibernéticos incluem fraudes bancárias e delitos contra crianças, sendo este um campo em franca expansão que demanda atenção especializada.
Herbet Santos, procurador-geral de Justiça, enfatizou a necessidade de intensificar o enfrentamento ao crime organizado, voltando-se especialmente para as facções que atuam nas regiões Norte e Sul do Ceará. Um dos principais objetivos é a asfixia financeira dessas organizações criminosas.
“O que é a asfixia financeira? É a desidratação econômica das organizações criminosas, atingir o coração financeiro das facções. É o bloqueio de milhões e milhões de reais que eles têm de origem ilícita na questão da lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e vários outros delitos”, detalhou Santos.
Fortalecimento das Ações e Integração
Além de focar na desarticulação financeira, as novas unidades têm como meta aumentar o número de prisões e fortalecer as operações em diferentes frentes do crime organizado. O CyberGaeco, que será uma unidade com atuação em todo o Estado, também busca ampliar suas investigações e operações.
O Gaesp, por sua vez, vinculado ao Gabinete do procurador-geral de Justiça, terá a coordenação do promotor Renato Magalhães, com o auxílio dos promotores Carolina Steindorfer e Daniel Formiga Porto. De acordo com o MP, esse grupo terá um papel crucial na integração institucional, monitoramento e fiscalização das políticas de segurança pública, além de fomentar o diálogo com órgãos de controle, sociedade civil e comunidade acadêmica.
O fortalecimento da atuação do MP no combate ao crime organizado e às facções criminosas é uma resposta à crescente complexidade dos desafios enfrentados na segurança pública, especialmente nas áreas mais vulneráveis do Estado.
