Um evento para repensar a inserção internacional do Brasil
A II Conferência Nacional de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, agendada para os dias 8, 9 e 10 de junho de 2026, promete ser um espaço fértil para discussões e reflexões críticas sobre o papel do Brasil em um cenário global repleto de transformações. Neste contexto, marcado por crises geopolíticas, econômicas, ambientais e institucionais, o evento reunirá acadêmicos, formuladores de políticas públicas, representantes da sociedade civil e estudantes, todos prontos para debater os desafios e as oportunidades que a inserção internacional brasileira apresenta no século XXI.
Alinhada com as presidências do Brasil no G20, BRICS e COP, a Conferência enfatiza a Política Externa Brasileira (PEB) e sua relação com o desenvolvimento sustentável, a democracia e a reconfiguração do Sul Global. A programação abrange temas de relevância estratégica, incluindo as dinâmicas do BRICS, a emergência climática e as relações do Brasil com a África, Estados Unidos e América Latina. Além disso, será discutida a governança global contemporânea e a complexidade da policrise internacional.
Fortalecendo parcerias e reduzindo desigualdades
O evento se destaca pela sua abrangência nacional, articulando sete Programas de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais de diferentes macrorregiões do Brasil. Essa articulação visa fortalecer a cooperação interinstitucional e contribuir para a diminuição das desigualdades regionais no Sistema Nacional de Pós-Graduação. Adicionalmente, a Conferência contará com a presença de convidados internacionais, fomentando um diálogo enriquecedor com fundações e centros de pesquisa ao redor do mundo.
Serão realizadas mesas-redondas e conferências de alto nível, além de atividades formativas e extensionistas. Entre essas, destacam-se minicursos voltados a educadores da educação básica, um seminário para apresentação de trabalhos acadêmicos de estudantes de graduação e pós-graduação, e a publicação de livros que sintetizarão os resultados do evento. A participação dos alunos será incentivada de forma ativa, com gratuidade, acesso a espaços de decisão e oportunidades para difusão científica.
Um compromisso com a democratização da política externa
Este encontro congrega universidades, governos e sociedade civil, reafirmando o compromisso com a democratização da política externa brasileira. Busca-se a geração de conhecimento relevante e a construção de propostas que visem uma inserção internacional mais justa, autônoma e sustentável para o Brasil.
Mesas já confirmadas e temas em discussão
Dentre as mesas já confirmadas, destaca-se a discussão sobre o Sul Global, China e o BRICS, com a presença de especialistas como Ana Saggioro Garcia, da UFRRJ, e Diego Azzi, da UFABC. Também ocorrerá uma mesa voltada à Política Externa Brasileira e à emergência climática, que contará com a participação de Yamila Goldfarb e Carlos Roberto Sanchez Milani, entre outros nomes de destaque.
Além disso, estão em fase de construção mesas que abordarão o Conselho Nacional de Política Externa (CONPEB), a visão internacional sobre o Brasil, e as relações brasileiras com a África e Europa. Atividades extras, como um minicurso sobre Política Externa Brasileira para professores do ensino médio e a apresentação de trabalhos acadêmicos, também farão parte da programação.
Um legado de reflexão e ação
A II Conferência Nacional de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, organizada pela PRI (UFABC), PPGRI – Estudos do Sul Global (UNIFESP), OPEB, Fundação Perseu Abramo (FPA) e Fundação Friedrich Ebert (FES), tem como apoio a CAPES. Com um histórico de 13 anos desde a I Conferência, que contou com a presença de figuras ilustres como o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta deste novo encontro surge em meio a uma conjuntura internacional conturbada e as eleições brasileiras. É uma oportunidade única para discutir o papel do Brasil no mundo, considerando, por exemplo, as recentes agressões dos EUA à Venezuela e a continuidade das tensões no Oriente Médio.
Portanto, este evento não apenas busca aprofundar o entendimento sobre as dinâmicas internacionais, mas também contribuir com propostas concretas para um Brasil que deseja ser reconhecido como um ator relevante e responsável na arena global.
