Falta de Água Mobiliza Investigação na Câmara Municipal
Juazeiro do Norte (CE) – A escassez de água que afeta residências no bairro Campo Alegre há até 15 dias levou o presidente da Câmara Municipal, Felipe Vasques (PSDB), a convocar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação da Cagece. A situação é alarmante, com pelo menos oito ruas sem abastecimento regular, e a Câmara se comprometeu a responsabilizar a companhia de abastecimento.
Os moradores das ruas Liberalino Soares da Silva, Generino José de Sousa, entre outras, relataram que o fornecimento de água foi interrompido no final de abril. A Cagece não divulgou um cronograma oficial para a retomada do abastecimento, desrespeitando a Resolução nº 23/2019 da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Ceará (ARCE), que obriga a comunicação prévia para interrupções que excedam 24 horas.
Um estudo do IBGE revela que 19% das residências cearenses dependem de alternativas para obter água tratada, como caminhões-pipa, uma situação que se agrava especialmente em bairros periféricos. Felipe Vasques não escondeu sua frustração: “Se o consumidor atrasa o pagamento, o corte é imediato; agora, estamos há 15 dias sem água e ninguém vem explicar o que está acontecendo”, afirmou durante uma visita ao bairro Campo Alegre.
Objetivos da CPI e Possíveis Consequências
A CPI será formalmente instaurada após uma reunião do Colégio de Líderes, agendada para esta quarta-feira (8). O grupo tem como objetivo convocar diretores regionais da Cagece, exigir relatórios de manutenção e avaliar possíveis penalidades em conformidade com a Lei Orgânica Municipal. A expectativa é que a CPI traga respostas claras sobre a crise e as responsabilidades da companhia.
Em meio à pressão política, Vasques ainda tomou uma atitude imediata: utilizando recursos próprios, ele contratou um caminhão-pipa para atender dez famílias da localidade. Essa ação paliativa enfatiza a urgência de uma solução definitiva para o problema de abastecimento, que já dura mais de duas semanas.
As expectativas em relação à CPI são altas. Moradores estão ansiosos para saber se finalmente receberão respostas e se a Cagece será responsabilizada por suas falhas. A questão que fica no ar é: a CPI é realmente o caminho certo ou deveriam ser implementadas soluções técnicas antes?
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