Desenvolvendo Alianças Políticas no Ceará
O senador Eduardo Girão (Novo), que se posiciona como pré-candidato ao governo do Ceará, está em uma intensa agenda no Cariri, com o objetivo de consolidar sua imagem para a disputa pelo Palácio da Abolição. Em uma entrevista concedida ao Portal Miséria/M1 nesta quinta-feira (29), Girão manifestou suas expectativas sobre a transição do Senado para o governo estadual, além de discutir as alianças com grupos que apoiam a antiga administração de Jair Bolsonaro e a nova relação do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), com Ciro Gomes (PSDB).
Em um encontro que promete marcar sua trajetória política, Girão irá lançar oficialmente sua pré-candidatura nesta sexta-feira (30) durante o evento “Ceará tem Jeito”, que contará com a presença do Senador Márcio Bittar (PL) e do pré-candidato ao Senado, General Theophilo Alencar (Novo). A cerimônia está agendada para o Hotel Imperial Palace, localizado em Barbalha.
Interesses e Desafios Políticos
Girão, que recebe apoio da presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, expressou sua insatisfação em relação à aproximação do PL com Ciro Gomes, um dos principais nomes da oposição ao governo de Elmano (PT). Durante um evento em Fortaleza, ela criticou essa movimentação, destacando suas reservas sobre a união entre os partidos que tradicionalmente se opõem.
Questionado sobre como vê esta situação, Girão afirmou que se posiciona como um candidato que representa os interesses da população que anseia por liberdade. Ele relacionou seu espectro político à centro-direita, mas evitou afirmar explicitamente que é o “candidato dos bolsonaristas”. “Sempre defendi uma política que priorize valores e princípios, sem se deixar levar pela politicagem”, ressaltou.
Reflexões sobre a Política e o Poder
Durante a entrevista, Girão abordou sua saída do Senado, destacando que sua decisão é coerente com os compromissos que assumiu em sua campanha de 2018, focando na defesa da “vida e da liberdade”. O senador enfatizou que, apesar de sua boa performance nas pesquisas, ele não está apegado ao poder. “Acredito que um mandato deve ser uma missão de vida. Oito anos é um tempo considerável, e não pretendo me reeleger”, afirmou.
Sobre a situação da segurança pública no Ceará, Girão lamentou o crescimento das facções criminosas e criticou a gestão atual, que, segundo ele, falha em enfrentar o problema. Ele lembrou que foi ele quem solicitou uma intervenção federal para lidar com a segurança, enfatizando sua preocupação com a proteção da população. “A atual administração falhou em autorizar o apoio necessário da Força Nacional”, declarou, demonstrando sua indignação.
A Relação com Glêdson Bezerra
Girão e Glêdson Bezerra mantiveram uma relação cordial nos últimos anos, com manifestações mútiplas de respeito por seus trabalhos. Em julho de 2025, Girão chegou a defender o prefeito contra acusações que considerava injustas. Perguntado sobre a movimentação política de Glêdson, que se aproxima de Ciro Gomes, Girão afirmou que respeita a decisão do prefeito, mas reafirmou que a coerência política é algo que depende da consciência individual de cada um.
“A política que pregamos é uma política de resultados. Embora tenha ajudado bastante com recursos e investimentos, como o Hospital do Amor, em Juazeiro do Norte, Glêdson é livre para decidir o seu caminho e o projeto político que acredita ser melhor”, concluiu Girão.
