El Niño está em curso e pode se intensificar nos próximos meses
A NOAA, principal agência dos Estados Unidos responsável pelo monitoramento dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña, confirmou o início do El Niño para o ciclo 2026/27. Meteorologistas já vinham observando o aumento das temperaturas na faixa Equatorial do Oceano Pacífico, padrão característico desse fenômeno. A própria NOAA indicava uma probabilidade crescente de que o evento se tornasse forte ou muito forte.
De acordo com a previsão da agência americana, o período entre novembro deste ano e janeiro de 2027 será o momento de maior intensidade do El Niño. Coincidentemente, essa fase coincide com a reta final do plantio das safras de verão no Brasil, período em que muitas culturas já estarão em desenvolvimento, maturação e início de colheita. Essa sobreposição pode afetar diretamente a produção agrícola, tornando o acompanhamento das condições climáticas essencial para produtores e técnicos.
Fenômeno climático afeta atmosfera e oceanos com impactos no Brasil
Especialistas da MetSul Meteorologia explicam que o El Niño é um fenômeno oceânico-atmosférico que ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial aquecem e a atmosfera responde a essa mudança. Segundo Fernando Nachtigall, meteorologista da MetSul, nas últimas semanas houve um aquecimento significativo das águas, com volumes de água quente avançando do Pacífico Oeste em direção à América do Sul. Esse movimento elevou rapidamente as temperaturas da região, um indicativo claro de que o fenômeno está ativo.
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A expectativa é que o El Niño persista pelo menos até o outono de 2027. O momento de maior intensidade costuma ser no último trimestre do ano, mas há incertezas quanto à força exata do evento e aos seus efeitos imediatos. Nachtigall lembra que, no último El Niño, o pico de intensidade ocorreu em novembro de 2023, mas os impactos mais severos, como a grande enchente no Rio Grande do Sul, só vieram meses depois, em maio de 2024.
Região Sul e Sudeste do Brasil podem enfrentar chuvas acima da média
A MetSul alerta que a região Sul do país é a mais vulnerável aos efeitos do El Niño, com risco elevado de chuvas intensas, granizo e enchentes. Além disso, meteorologistas como Nachtigall e Estael Sias apontam que o Sudeste e o Centro-Oeste podem experimentar volumes de chuva acima da média, até mesmo durante a temporada seca, o que é incomum para essas regiões.
Segundo os especialistas, enquanto o Sul do Brasil apresenta uma distribuição mais uniforme de chuvas ao longo do ano, o Centro-Oeste e o Sudeste têm temporadas distintas de seca e chuva. Portanto, a possibilidade de precipitações elevadas durante o período seco pode surpreender moradores e agricultores, aumentando os riscos para a mobilidade urbana e para as plantações.
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Fonte: novaimperatriz.com.br
Com a confirmação do El Niño e sua provável intensidade, é fundamental que a população e os setores produtivos estejam atentos às atualizações meteorológicas. Ajustes na rotina, planejamento agrícola e preparo para possíveis eventos extremos tornam-se essenciais para minimizar os impactos do fenômeno no cotidiano e no serviço urbano.
