Cenário desafiador para o setor agropecuário brasileiro em início de 2024
No mês de janeiro, as exportações do agronegócio brasileiro enfrentaram uma queda de 2%, totalizando US$ 10,8 bilhões. Apesar da redução, alguns segmentos se destacaram, como o de cereais, farinhas e preparações, que conseguiu faturar US$ 1,12 bilhão, representando um crescimento de 11,3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, o setor de café viu uma diminuição significativa nas vendas, alcançando apenas US$ 1,10 bilhão, o que representa uma queda de 24,7% em relação a janeiro de 2023. O complexo sucroalcooleiro, por sua vez, registrou um faturamento de US$ 0,75 bilhão, refletindo um recuo de 31,8%.
O Ministério da Agricultura e Pecuária destacou que, entre os produtos exportados, a carne bovina in natura se destacou como o item mais valioso, com vendas de US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas embarcadas. Esses embarques foram direcionados a 116 países, com os Estados Unidos apresentando um aumento impressionante de 93% nas compras desse produto.
Em contrapartida, as importações de produtos do agronegócio totalizaram US$ 1,7 bilhão, uma queda de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse cenário resultou em um superávit de US$ 9,2 bilhões, uma diminuição de 0,4% nos números.
O ranking dos principais destinos das exportações brasileiras se manteve estável, com a China liderando as compras, totalizando US$ 2,1 bilhões, equivalente a 20% das exportações gerais. A União Europeia ocupa a segunda posição, com US$ 1,7 bilhão (11% do total), seguida pelos Estados Unidos, que adquiriram produtos no valor de US$ 705 milhões, representando 6,6% do total exportado.
Mercados em expansão
Notavelmente, alguns mercados mostraram uma ampliação significativa nas compras de produtos agropecuários. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, aumentaram suas aquisições em US$ 127,3 milhões, o que corresponde a um crescimento de 58,5%. A Turquia também apresentou um aumento considerável, de US$ 72,2 milhões (72,18%), enquanto as Filipinas ampliaram sua participação em US$ 67,2 milhões, representando um impressionante crescimento de 90%.
Além disso, o Irã registrou um aumento nas compras de US$ 66,4 milhões (21,5%), e o Iémen, com um crescimento notável de 336,9%, somou US$ 51,6 milhões em importações. O Iraque também se destacou, com um aumento de US$ 43,2 milhões (38,2%), assim como o Chile, que teve uma ampliação de US$ 43,2 milhões (29,1%). Outras nações que registraram crescimento significativo nas aquisições incluem a Arábia Saudita (US$ 42,6 milhões, 21,6%), o Japão (US$ 42,3 milhões; 19,8%) e Marrocos (US$ 41,5 milhões, 56,3%).
