Investigações da PF Revelam Esquema de Corrupção
Um relatório da Polícia Federal (PF) destaca que a deputada cearense Maria Gorete Pereira atuava como uma “articuladora política” em um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A autorização para a operação foi concedida pelo ministro André Mendonça, que também estabeleceu medidas cautelares contra a parlamentar, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições impostas pela Justiça.
A investigação revela um pagamento sistemático de propinas, que se estende até o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso em novembro do ano passado. Segundo a PF, Maria Gorete utilizava sua influência como deputada para facilitar acordos com o INSS, mantendo contato direto com autoridades administrativas e pressionando servidores públicos para acelerar processos.
O relatório menciona especificamente que o nome de Maria Gorete figura em uma tabela de pagamentos de propina, onde constava a quantia de R$ 780.433,50, conforme mensagens enviadas por Natjo a Cecília. Outro ponto relevante apresentado pela PF destaca que André Fidelis, durante o processo, assinou termos de cooperação com entidades associativas relacionadas aos investigados.
A PF observou que existem muitos indícios da participação da deputada em crimes cometidos contra o INSS, envolvendo descontos indevidos nos benefícios previdenciários. Documentos anexados ao inquérito mostram que Maria Gorete frequentemente se comunicava com servidores do INSS, incluindo Stefanutto, para facilitar a ativação de entidades associativas de aposentados, sempre mediante pagamento de propina.
A deputada é acusada ainda de criar empresas de fachada em nome de terceiros, inclusive familiares, com o objetivo de viabilizar o funcionamento do esquema fraudulento. O desenrolar dessa investigação levanta questões sobre a integridade de agentes públicos e a necessidade de reforçar a fiscalização sobre contratos e acordos realizados dentro da administração pública.
