Faltando a presença do senador do PT, João Campos busca apoio no Sertão de Pernambuco
No cenário político de Pernambuco, o pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), deu início a uma série de reuniões pelo estado. Acompanhado por Carlos Costa, pré-candidato a vice-governador pelo Republicanos, e Marília Arraes, do PDT, que disputa o Senado, Campos deixou a Prefeitura do Recife com foco em conquistar o apoio de lideranças locais. Este giro, que começou com a participação na famosa Paixão de Cristo em Nova Jerusalém e uma caminhada pelo centro de Bonito, teve um ponto que chamou atenção: a ausência do senador Humberto Costa (PT), que busca reeleição e, segundo sua assessoria, estava em compromissos em Brasília. Apesar de previsto que Humberto se junte ao grupo na próxima quarta-feira (8), a falta de sua presença neste início de campanha levanta questionamentos sobre a unidade do partido. O PT tem Humberto como prioridade na disputa pelo Senado, mas a concorrência está acirrada com outros dois candidatos que defendem a bandeira do lulismo. A ausência do senador é um sinal de que a construção de uma frente unida pode enfrentar desafios significativos, especialmente após recentes desencontros, como a falta de Humberto no evento de lançamento da pré-candidatura de Campos, situação que precisou ser explicada publicamente em várias ocasiões.
Surpreendentemente, antes de iniciar sua jornada pelo Sertão, João Campos fez uma parada em Juazeiro do Norte, no Ceará, onde visitou a famosa estátua de Padre Cícero. Esta visita, acompanhada por seus aliados de chapa, serviu como um momento simbólico, com Campos pedindo bênçãos, repetindo um gesto feito por seu pai, o ex-governador Eduardo Campos. A conexão emocional com a figura de Padre Cícero demonstra a importância que Campos atribui à tradição e às raízes regionais, o que pode ser um trunfo na busca pelo apoio popular.
No mundo digital, Campos comemorou a marca de 3 milhões de seguidores em sua conta do Instagram durante a primeira semana de sua campanha. A habilidade do pré-candidato em utilizar as redes sociais como uma ferramenta comunicativa é um dos pontos fortes de sua estratégia, refletindo uma tendência crescente entre políticos que buscam se conectar com o eleitorado moderno, especialmente em um cenário onde a comunicação virtual ganha cada vez mais relevância.
Em um evento recente, a posse de Victor Marques (PCdoB) como novo prefeito do Recife, o vereador Eduardo Moura (Novo) tentou provocá-lo com perguntas desafiadoras sobre a administração municipal. Contudo, Marques mostrou jogo de cintura e, de maneira bem-humorada, respondeu às provocações, demonstrando que a nova gestão está disposta a enfrentar críticas e se posicionar firmemente no cenário político. Este tipo de interação evidencia o clima tenso e competitivo entre os grupos que disputam o poder na capital pernambucana.
Por outro lado, em Petrolina, a governadora Raquel Lyra (PSD) planeja uma série de compromissos a partir de hoje (7). Esta será sua primeira visita ao município após a família Coelho assumir postos de destaque no governo e declarar apoio à sua reeleição. Lyra, que anteriormente teve uma relação tumultuada com a família, agora busca firmar laços e reforçar sua base de apoio local, indicando que a política em Pernambuco continua a ser marcada por alianças e reviravoltas que precisam ser cuidadosamente geridas.
