Crise financeira abala time feminino do Ceará antes do Estadual
Faltando pouco mais de duas semanas para o início do Campeonato Cearense Feminino, o Ceará encara uma grave crise financeira em seu departamento feminino. O clube acumula três meses de salários atrasados, referentes a julho, agosto e setembro, deixando as jogadoras em uma situação delicada. Sem conseguir contar com a remuneração, muitas atletas têm recorrido a trabalhos informais, os chamados “bicos”, para arcar com as despesas do dia a dia.
A apuração do Esportes O POVO revela que o desconforto no elenco cresce, especialmente porque o clube já regularizou pendências financeiras com outros setores e parte da comissão técnica, mas não deu retorno sobre os salários atrasados das jogadoras. A falta de respostas e o silêncio institucional têm dificultado a preparação das atletas, que frequentemente se veem “sem cabeça para treinar”.
Atletas mantêm profissionalismo mesmo sem receber
Apesar da situação, as jogadoras que conseguem custear suas passagens continuam comparecendo aos treinos. O empenho é motivado pelo desejo de não prejudicar o rendimento e manter o profissionalismo, já que a equipe disputa não só o Campeonato Cearense, mas também a Copa Maria Bonita. No entanto, algumas líderes do elenco optaram por não participar dos treinamentos como forma de protesto diante dos atrasos.
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Na última semana, um representante da diretoria esteve no local de treinamento e prometeu o pagamento até o dia 2 de outubro. Mesmo com essa promessa, os salários ainda não foram quitados até a publicação desta reportagem, mantendo o impasse.
Ceará reconhece pendências e promete regularização
Em contato com o Esportes O POVO, o clube confirmou que regularizou grande parte das dívidas financeiras com seus funcionários, mas admitiu que o pagamento às jogadoras ainda está pendente. O Ceará afirmou estar empenhado em normalizar a situação até o final desta semana, sem detalhar o cronograma exato.
Histórico de atrasos e impacto na equipe
O problema no time feminino não é recente. Durante a disputa do Brasileirão Feminino A2, o Ceará atrasou os salários pela primeira vez em maio, situação que se resolveu apenas no final de julho. Após isso, novas dívidas surgiram e persistem até o momento. Promessas de quitação foram feitas pelo setor financeiro, mas não cumpridas, o que gerou a ausência de algumas jogadoras nos treinamentos preparatórios para o Campeonato Cearense Feminino.
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O afastamento ocorreu porque muitas atletas não têm condições financeiras para custear o deslocamento até os locais de treino sem os pagamentos em dia. Essa situação compromete a preparação do elenco e traz incertezas para a sequência da temporada, que ainda conta com competições importantes pela frente.
