Proximidade nas Discussões sobre Reforma Agrária
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (23), sua intenção de se reunir com a liderança do MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, em fevereiro do próximo ano. O objetivo é avaliar o que já foi realizado e traçar um caminho para o que ainda precisa ser feito em relação à reforma agrária no Brasil. O governo federal tem a expectativa de intensificar a política de assentamentos em 2026.
A declaração foi feita durante a cerimônia de encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, que ocorreu em Salvador, na Bahia. Lula aproveitou a ocasião para relembrar um compromisso que assumiu ao tomar posse, em 2023. “Vocês se lembram que, quando eu tomei posse, chamei o ministro da reforma agrária e a presidência do Incra e pedi um levantamento de todas as terras possíveis para a reforma agrária. As terras em conflito, aquelas que estavam sendo adjudicadas e aquelas que precisavam ser desapropriadas”, declarou o presidente.
No ano passado, o governo promoveu a entrega de mais de 12 mil novos lotes, totalizando aproximadamente 385 mil hectares em 24 estados, beneficiando famílias de agricultores sem terra em 138 assentamentos. Essas entregas fazem parte do programa Terra da Gente, que visa assentar 295 mil famílias em novas áreas até o final de 2026.
Aperfeiçoando a Política de Assentamentos
Conforme o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o plano em andamento prevê a inclusão de cerca de 26 mil famílias entre fevereiro e março. Além disso, há grandes expectativas de que 2026 será um marco em termos de desapropriações durante o terceiro mandato de Lula. Até o momento, cerca de 230 mil famílias já foram integradas a programas de reforma agrária em todo o país.
O governo, portanto, busca não apenas manter o ritmo das entregas, mas também expandir as oportunidades de acesso à terra para as famílias que necessitam. Essa iniciativa é considerada crucial para o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção da justiça social no Brasil. A participação do MST neste processo é vista como essencial, uma vez que a organização tem sido uma voz significativa nas demandas por reforma agrária ao longo dos anos.
Além disso, o presidente Lula destacou a importância de um diálogo contínuo com os movimentos sociais para garantir que os interesses dos trabalhadores sem-terra sejam ouvidos. “Vamos trabalhar juntos para avançar na reforma agrária e garantir que cada vez mais famílias tenham acesso à terra e possam produzir”, concluiu Lula, enfatizando o compromisso de seu governo com a questão agrária.
