Mobilização Política com Significado
Um grupo de parlamentares e lideranças políticas da Paraíba se uniu à caminhada de mais de 240 quilômetros organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A marcha, que saiu do interior de Minas Gerais com destino a Brasília, é considerada pelos organizadores como um “ato simbólico”. O evento tem previsão de chegada à capital federal neste domingo (25).
Até a manhã deste sábado (24), quatro representantes paraibanos estavam ativamente envolvidos na mobilização. Entre eles, destacam-se o deputado federal Cabo Gilberto (PL), líder da oposição na Câmara, o deputado estadual Sargento Neto (PL) e o vereador de João Pessoa Fábio Lopes (PL). O comunicador Nilvan Ferreira, que deve ser confirmado como candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal, também faz parte do grupo.
Os participantes têm utilizado as redes sociais para compartilhar os bastidores da marcha, documentando o desgaste físico encontrado ao longo do percurso e incentivando a militância. Publicações variam entre momentos de apoio popular, paradas para descanso e relatos sobre o cansaço enfrentado durante a caminhada.
Aderindo ao Movimento
O deputado Sargento Neto foi o primeiro paraibano a se juntar ao movimento. Em suas redes sociais, ele destacou que a marcha simboliza a defesa do “respeito à liberdade”, publicando vídeos e imagens da fase final do trajeto.
Cabo Gilberto, que se juntou ao grupo na quarta-feira (21), também tem compartilhado registros que incluem figuras proeminentes do bolsonarismo nacional, como André Fernandes, Carlos Jordy, Gustavo Gayer e Maurício do Vôlei. O deputado inclusive postou imagens de seu pé enfaixado, resultado das dores provocadas pela longa caminhada.
O vereador Fábio Lopes, por sua vez, fez sua parte se deslocando de carro até o ponto inicial da marcha e participando do trajeto com uma bandeira da Paraíba, além de publicar registros das caminhadas e das paradas para alimentação.
Ausências Notáveis no Ato
Apesar da forte adesão de nomes ligados ao Partido Liberal, algumas ausências foram notadas durante a mobilização. O deputado estadual Wallber Virgolino (PL), o senador Efraim Filho (União Brasil) — que tem buscado se aproximar do bolsonarismo com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba — e o médico Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, presidente estadual do PL e pré-candidato a deputado federal, não compareceram ao ato.
Queiroga, mesmo ausente, anunciou nesta semana sua intenção de realizar uma caminhada política entre Cajazeiras (PB) e Juazeiro do Norte (CE) como forma de protesto e mobilização simbólica.
Outra ausência que gerou questionamentos foi a do pastor Sérgio Queiroz (NOVO). O pastor, que disputou o Senado Federal em 2022 e foi candidato a vice-prefeito de João Pessoa ao lado de Marcelo Queiroga nas eleições de 2024, também não esteve presente no evento.
Origem do Movimento e Impacto nas Redes
A iniciativa da marcha foi proposta por Nikolas Ferreira, que divulgou uma carta em suas redes sociais, caracterizando a mobilização como um “ato simbólico” em defesa da liberdade e do tratamento digno dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro. Ferreira também denunciou, por meio da marcha, as prisões que considera injustas, o ativismo judicial e o que ele classifica como seletividade no sistema de Justiça.
Nas plataformas sociais, a mobilização gerou uma repercussão intensa, com internautas divididos entre elogios e críticas à postura dos parlamentares, incluindo os representantes da Paraíba. A marcha, além de um ato político, se transformou em um espaço para debate sobre questões sociais e de justiça no Brasil.
