Migração para o Mercado Livre de Energia
O Governo do Ceará, através da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), está avançando na migração de prédios e equipamentos públicos para o Mercado Livre de Energia. Essa iniciativa, considerada pioneira no Brasil, visa unir a redução de custos à utilização de energia limpa. Até o final de 2025, estão previstos 130 equipamentos, com mais 61 unidades a serem integradas ainda este ano. Com isso, o Estado espera alcançar um total de 191 prédios públicos que operarão sob esse novo modelo, resultando em uma economia anual de até R$ 19 milhões.
Desde que a estratégia foi implementada pela Seinfra em novembro de 2024, grandes consumidores da administração pública estadual têm a oportunidade de contratar energia renovável de maneira independente, mantendo a distribuição com a concessionária local. Essa mudança tem proporcionado uma redução média de cerca de 30% nos custos mensais de eletricidade, refletindo uma gestão financeira mais eficiente.
Compromisso com a Sustentabilidade
Hélio Leitão, secretário da Infraestrutura do Ceará, ressalta que essa iniciativa reafirma o protagonismo do Estado na busca por eficiência energética e sustentabilidade na administração pública. Segundo ele, “Estamos falando de uma política pública moderna e responsável, alinhada ao futuro. Ao expandir o Mercado Livre de Energia nos equipamentos do Estado, o Ceará não só reduz despesas, mas também aprimora o uso do recurso público e reafirma seu compromisso com uma matriz energética limpa. Essa abordagem gera economia para os cofres públicos e posiciona o Estado como referência em inovação e sustentabilidade”, afirmou Leitão.
Novas Unidades em 2026
Em 2026, 61 novas unidades do governo entrarão no Mercado Livre de Energia. O primeiro grupo de migrações, que começou em fevereiro deste ano, inclui 19 órgãos, como prédios da Secretaria da Fazenda, a sede da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), além de centros de apoio à mulher cearense.
De acordo com a Coordenadoria de Energia e Telecomunicações da Seinfra (Coete), a primeira leva de migrações pode gerar uma economia mensal de R$ 26.454,55, o que representa uma redução anual aproximada de R$ 317 mil, ou 23,6% em relação aos custos atuais dessas unidades. Essa economia será sentida em diversos locais, com percentuais variados, como os 25,2% em Russas e 30,8% em Quixadá, o maior entre as novas unidades.
Resultados já Alcançados
Desde o início do programa, diversas instituições do serviço público estadual começaram a migrar para o novo modelo. Entre elas estão a Arena Castelão, centros de eventos, hospitais, escolas e unidades prisionais. No primeiro ciclo de migrações, que abrangeu 130 prédios até o fim de 2025, a redução média nos gastos com energia ficou em 31,17%. A Seinfra reportou uma economia acumulada de R$ 11.908.861,54 nos primeiros doze meses, com potencial para atingir R$ 15,43 milhões dentro do conjunto já migrado.
Com a inclusão das novas 61 unidades em 2026, o Ceará pode alcançar uma economia total que chegue a até R$ 19 milhões anuais. Essa ampliação do Mercado Livre de Energia se apresenta como uma ferramenta essencial para a eficiência administrativa e a sustentabilidade do setor público no Estado. Em breve, outros locais estratégicos, como o Theatro José de Alencar, o Cineteatro São Luiz e o Hospital Universitário do Ceará também deverão ser integrados a essa política inovadora.
