Inovação e Autonomia no Parque Tecnológico de Pelotas
O Parque Tecnológico de Pelotas fez história ao implementar uma política de inovação única no Brasil, tornando-se o primeiro parque do país a estabelecer um instrumento formal que orienta suas atividades nesse campo. Esta nova diretriz foi aprovada pelo Conselho de Administração da Tecnosul, consolidando a instituição como uma Entidade Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).
Com essa medida, todas as ações relacionadas à inovação no parque passam a ser regulamentadas, incluindo a captação de recursos e a formalização de contratos com empresas e outras entidades. Vinícius Campos, presidente do Parque Tecnológico de Pelotas, destacou a singularidade deste feito: “O parque é o único no Brasil a ter isso, porque a maioria dos parques está vinculada a universidades, que utilizam suas próprias políticas de inovação. Por sermos independentes, tivemos que criar a nossa própria, um pioneirismo que deve se manter por bastante tempo”.
Crescimento Sustentável e Oportunidades
Desde sua fundação em 2016, o Parque Tecnológico de Pelotas tem mostrado um crescimento significativo, abrigando atualmente 65 empresas, das quais 22 estão incubadas e dez em fase de pré-incubação. O parque é focado em setores estratégicos como Tecnologia da Informação e Comunicação, Tecnologia em Saúde, Biotecnologia e Indústria Criativa.
“Essa nova política orienta ações essenciais que o parque precisará realizar, como captar mais recursos e facilitar o dia a dia em termos de contratos com empresas ou com entes externos”, complementou Campos, enfatizando a importância desse marco para o desenvolvimento da instituição.
Com a nova regulamentação, o Parque também poderá oferecer auditórios, salas e outros espaços com o nome de empresas, através de parcerias formalizadas. Isso permitirá vincular marcas a projetos, programas ou iniciativas desenvolvidas pelo Tecnosul, criando novas oportunidades de investimento e visibilidade.
“Vamos estar aptos a captar mais recursos por ter a política e também possibilitar a captação via name rights, algo que antes não era possível aqui no parque”, concluiu Vinícius Campos, ressaltando as perspectivas promissoras que essa inovação traz para o futuro do Parque Tecnológico de Pelotas.
