Crescimento Sustentável Apesar de Desafios no Setor
De acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou um expressivo crescimento de 12,20% em 2025. Esse aumento notável foi, em grande parte, impulsionado pela elevação dos preços reais ao longo do ano. “Ao incorporarmos os dados do último trimestre, observamos que o desempenho do PIB do agronegócio foi um pouco mais contido do que as previsões iniciais. No entanto, é inegável que o resultado foi significativo, sustentado tanto pelo aumento da produção quanto pela manutenção de preços reais elevados se comparados a 2024”, explicou a entidade.
Nos diversos segmentos analisados, o PIB dos insumos, por exemplo, cresceu 5,37%. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos e máquinas. Entretanto, o desempenho dos insumos de base pecuária apresentou uma queda, influenciada pela redução do valor da produção da indústria de rações.
No segmento primário, o crescimento foi ainda mais robusto, alcançando 17,06%. Esse resultado é atribuído não apenas ao aumento significativo na produção agrícola – com ênfase em culturas como milho e café – mas também ao aumento dos preços na pecuária, que contribuiu para a melhoria geral do setor.
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Fonte: agazetadorio.com.br
Por outro lado, a agroindústria apresentou um desempenho heterogêneo. As atividades de base agrícola enfrentaram um recuo de 3,33%, impactadas pela queda nos preços industriais. Em contraste, as atividades de base pecuária cresceram 36,54%, beneficiadas pela valorização dos preços e pelo aumento da produção.
Desaceleração no Final do Ano
Ao analisar a comparação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2025, o PIB do agronegócio sofreu um pequeno recuo de 1,11%. Essa queda foi observada em todos os segmentos, com variações negativas de 2,32% nos insumos, 0,92% no segmento primário, 1,48% nas agroindústrias e 0,86% nos agrosserviços.
A CNA ressaltou que essa desaceleração já era esperada e foi discutida em relatórios anteriores. “O avanço expressivo que observamos nos trimestres anteriores foi, principalmente, consequência da valorização dos preços no setor, que começou na segunda metade de 2024 e começou a perder força no terceiro trimestre de 2025”, afirmou a entidade.
Esses resultados revelam um cenário desafiador, mas ainda assim otimista para o agronegócio brasileiro. As expectativas para os próximos anos permanecem positivas, desde que sejam adotadas políticas que incentivem o crescimento sustentável e a inovação no setor. Com isso, o Brasil pode continuar se afirmando como um dos principais players no mercado global de alimentos.
