Partido Liberal Questiona Gestão Fiscal do Governo Lula
O Partido Liberal (PL) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) visando uma intervenção sobre o que classifica como “orçamento paralelo” do governo Lula (PT), que exclui R$ 89,9 bilhões das diretrizes de responsabilidade fiscal. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1305, como é chamada a ação, exige a declaração de inconstitucionalidade da gestão fiscal da administração petista, além de solicitar a suspensão dessa prática.
A sigla de Jair Bolsonaro critica o governo Lula por uma série de atos e omissões que, segundo eles, desorganizam e afetam negativamente a sustentabilidade e transparência do sistema fiscal brasileiro. O partido, que se posiciona como oposição, destaca a “exclusão deliberada” dessa quantia considerável dos limites fiscais, proposta para o período de 2024 a 2025.
Outra questão levantada pelo PL está ligada à transferência de políticas do Estado, como o programa Pé de Meia, que oferece bolsa para estudantes, para estruturas de execução orçamentária que são consideradas paralelas.
De acordo com o PL, o “orçamento paralelo” compromete a visão fiscal central, retirando gastos importantes da contabilização das regras fiscais, o que poderia levar a um aumento irresponsável dos gastos públicos.
A ação, protocolada na quarta-feira (4), aponta que as práticas do governo Lula criam uma situação que esconde os limites reais do endividamento público, desafiando princípios de transparência e responsabilidade fiscal. O partido argumenta que esse quadro prejudica a eficiência, a eficácia, bem como a transparência nas receitas e despesas do governo.
Conflito Político em Ipubi
O clima político na cidade de Ipubi, localizada no Sertão do Araripe, tem se intensificado. O ex-candidato a prefeito, Wilson Filho, e o atual gestor municipal, Marcos Siqueira, foram protagonistas de uma troca de acusações que rapidamente se espalhou pelos grupos de WhatsApp e redes sociais.
A controvérsia começou após declarações do prefeito, que desafiou Wilson Filho a “mostrar serviço” e insinuou que o opositor estaria se aproveitando das realizações da prefeitura, usando a expressão de que ele estaria “surfando em sua onda”.
A resposta de Wilson Filho foi imediata. Em tom de indignação, ele devolveu a acusação, afirmando: “Sinceramente, Prefeito Marcos, quem está surfando na onda dos outros é você.” O foco do desentendimento envolve programas do Governo do Estado, como o Ilumina Pernambuco e a Carreta da Mulher, com cada parte tentando creditar as melhorias à sua gestão.
Wilson Filho, em mensagens enviadas aos grupos, enfatizou que não queria levar o debate para um nível pessoal, mas sentiu-se compelido a reagir diante das provocações. Ele afirmou que os créditos pelas obras de iluminação de LED e pelos serviços de saúde itinerantes pertencem ao Governo de Raquel Lyra e ao povo de Ipubi, destacando: “Não sou melhor, nem pior do que ninguém. Sou justo e não concordo com subversões de fatos.”
Perspectivas para as Eleições de 2028
Esse intenso embate político aponta para uma antecipação na corrida eleitoral. Enquanto a prefeitura busca consolidar sua imagem como gestora efetiva, a oposição trabalha para desvincular o prefeito das realizações atribuídas a ações do governo estadual.
Até o momento, a Prefeitura de Ipubi não divulgou uma nota oficial em resposta às declarações de Wilson Filho. Entretanto, as redes sociais continuam a ser um termômetro importante para essa disputa, que promete se acirrar nos próximos meses.
Essa rivalidade crescente também ilustra um cenário mais amplo de competições políticas, onde a habilidade de vincular ações governamentais à imagem dos candidatos será crucial para as próximas eleições. O termo “surfando na onda”, que se tornou um bordão entre os opositores, pode se tornar um simbolismo interessante para a estratégia de propaganda política daqui para frente.
À medida que Ipubi se prepara para futuros embates eleitorais, questões de gestão, transparência e responsabilidade fiscal continuarão a ser temas centrais nas discussões políticas, moldando o cenário e as expectativas até 2028.
