Operação especial do TSE reforça segurança no primeiro turno das eleições
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia o primeiro turno das eleições com uma operação voltada para mitigar riscos identificados em pleitos anteriores e enfrentar novas ameaças detectadas na reta final do processo eleitoral. A estratégia inclui uma sala exclusiva para as big techs, destinada a combater a disseminação de informações falsas, além de equipes dedicadas a monitorar condições climáticas em áreas mais vulneráveis do país.
Um acordo entre o tribunal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) visa evitar bloqueios em rodovias federais, como os registrados em 2022, garantindo a livre circulação dos eleitores. A cooperação entre instituições busca assegurar que as ações de fiscalização e policiamento não se tornem obstáculos no dia da votação.
Prevenção a interferências e ataques cibernéticos mobiliza TSE
Na última quinta-feira (2), integrantes do tribunal expressaram preocupação com possíveis tentativas de interferência externa, incluindo ataques cibernéticos. Apesar do alerta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que não há, até o momento, motivos para um alerta mais elevado. A cúpula do tribunal mantém diálogo constante com órgãos de segurança, recebendo informações de inteligência para monitorar ameaças digitais.
As urnas serão fechadas às 17h ou quando as filas forem encerradas, sem previsão para divulgação dos resultados da totalização. Enquanto isso, o TSE mantém em operação uma sala de monitoramento de riscos de desinformação, que reúne representantes das principais plataformas digitais presentes no Brasil.
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Big techs atuam em parceria para combater desinformação
Das empresas que firmaram parceria com o TSE, todas estarão presentes na sede do tribunal, exceto o LinkedIn. A colaboração envolve a Meta (controladora do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads), X, TikTok, Kwai, Telegram e Google. A presença das plataformas no TSE facilita a troca de informações e permite respostas rápidas a conteúdos falsos ou potencialmente prejudiciais.
As equipes monitoram o ambiente digital de forma proativa, identificando sinais de risco e coordenando ações para impedir que desinformação se propague entre plataformas, protegendo a integridade do processo eleitoral nos momentos críticos da votação.
Monitoramento de segurança física e condições climáticas
Além do combate à desinformação e segurança digital, o TSE reserva espaço para acompanhar casos de violência contra candidatos ou eleitores e ameaças relacionadas às sessões eleitorais. Neste contexto, há previsão para acionamento de agentes de segurança caso seja necessária intervenção estatal.
O tribunal também monitora as condições climáticas. Uma equipe específica acompanhará as previsões de chuvas no Sul e o cenário de estiagem no Norte do país, avaliando possíveis impactos sobre a votação e a logística eleitoral. Em situações de impedimento causadas por enchentes ou seca, as Forças Armadas e os tribunais locais poderão atuar para garantir o andamento das eleições.
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Acordo com PRF assegura circulação de eleitores nas rodovias
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, firmou um acordo com a PRF para garantir a circulação dos eleitores nos dias de votação. O documento estabelece que ações de fiscalização, policiamento e patrulhamento devem priorizar a segurança das pessoas e a fluidez do trânsito, evitando retenções que prejudiquem o deslocamento dos eleitores.
Qualquer bloqueio nas rodovias federais durante os dias 4 e 25 de outubro deve ser comunicado à presidência do Tribunal Regional Eleitoral local, com justificativa e rotas alternativas para assegurar a livre locomoção, exceto em casos de flagrante. A iniciativa surgiu a partir da proposta do diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira, que buscou respaldo jurídico para a atuação da corporação nos dois turnos eleitorais.
Contexto político e antecedentes das eleições anteriores
Em agosto de 2023, Silvinei Vasques, então diretor-geral da PRF e próximo a Bolsonaro (PL), foi preso em investigação da Polícia Federal sobre interferência da corporação no segundo turno das eleições de 2022. Naquele pleito, o presidente do TSE era Alexandre de Moraes, que convocou Silvinei para esclarecimentos no dia da votação, sob risco de prisão.
A gestão de Moraes na corte teve maior protagonismo durante a etapa final do processo eleitoral, diferentemente do atual comando de Kassio Nunes Marques, que atua com menor visibilidade pública. O episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida resultou em decisões conflitantes e intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro ponto de tensão na reta final foi o cancelamento de debate da Rede Globo, que envolveu decisões sobre a participação dos candidatos e a exibição de cadeiras vazias.
