Uma Nova Abordagem em saúde indígena
No último sábado (25), o Ministério da Saúde inaugurou uma unidade móvel na aldeia Bororó II, situada na Reserva Indígena de Dourados, em Mato Grosso do Sul. A ação, que contou com a presença da secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, e do diretor do departamento de Saúde da Família, José Eudes Barroso, reflete o compromisso do Governo do Brasil em combater a chikungunya e melhorar os serviços de saúde para as populações indígenas. A estrutura será crucial para garantir um atendimento qualificado e próximo às comunidades locais.
A nova unidade móvel funcionará como um ponto de referência em saúde na aldeia, oferecendo suporte através das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A proposta é respeitar as particularidades culturais da população e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Serviços e Estrutura
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A expectativa é que a unidade mantenha uma média de 50 atendimentos por dia, englobando consultas médicas, vacinação e acompanhamento multiprofissional. A equipe, composta por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista, garantirá um atendimento contínuo e de qualidade à população indígena. Entre os serviços disponíveis estão a avaliação clínica, coleta de exames, vacinação de rotina, testes rápidos para ISTs e monitoramento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.
A secretária Lucinha Tremembé destacou a importância da colaboração entre os profissionais de saúde e as lideranças locais para o sucesso da iniciativa: “O trabalho só pode ser efetivo se houver um vínculo de confiança com a comunidade”. Essa abordagem é fundamental para a construção de uma rede de cuidados efetiva.
Vacinação como Estratégia de Combate
A inauguração da unidade móvel ocorre em um momento oportuno para o enfrentamento da chikungunya. Recentemente, no dia 17 de abril, Dourados recebeu um lote de 46,5 mil doses da vacina contra a doença, desenvolvida pelo Instituto Butantan, sendo a primeira do mundo com essa finalidade. A cidade recebeu 43,5 mil doses, enquanto o município de Itaporã ficou com 3 mil.
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A campanha de vacinação está programada para começar em 27 de abril, com foco em áreas de maior risco epidemiológico e envolvimento da comunidade local. O público-alvo inclui pessoas de 18 a 59 anos que estão mais expostas ao vírus, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.
Investimentos e Ampliação da Rede de Saúde
O Ministério da Saúde não está apenas focado na unidade móvel e na vacinação. Foi realizado um investimento de R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para fortalecer a rede de saúde em Dourados e regiões circunvizinhas. A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos e diversas remoções e visitas domiciliares.
Além disso, 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE) foram incorporados ao quadro, atuando diretamente nas aldeias para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti. Até o momento, 1,9 mil imóveis foram visitados, resultando na remoção de 575 sacos de materiais que poderiam servir como criadouros.
Inovações Tecnológicas no Combate ao Aedes Aegypti
A instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) também foi iniciada, com 324 unidades já instaladas em diferentes assentamentos na área. Este sistema inovador utiliza os próprios mosquitos para transportar o larvicida aos criadouros, interrompendo o ciclo de reprodução do vetor.
Além disso, a distribuição de cestas básicas está em andamento, com a meta de alcançar até 6 mil unidades até junho, em parceria com diversas instituições. Essa ação visa garantir a segurança alimentar das comunidades durante o enfrentamento dos desafios impostos pela chikungunya e outras doenças.
