Iniciativa Foca na Educação Antirracista
A Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) de Juazeiro do Norte, através da Comissão de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), deu início ao Projeto ERER Itinerante. A primeira atividade ocorreu recentemente com os alunos do sétimo ano da EEF Jerônimo Freire, marcando o começo de uma série de ações programadas para atingir diversas escolas da rede municipal.
O principal objetivo deste projeto é implementar formações, promover diálogos e valorizar as culturas negra e indígena dentro do ambiente escolar. A proposta é aproximar as ações educacionais antiracistas da realidade vivida por alunos e docentes, estimulando a escuta ativa, a troca de experiências e a construção colaborativa do saber. A participação da comunidade escolar será fundamental para o sucesso da iniciativa.
As atividades do ERER Itinerante estão programadas para acontecer mensalmente em diferentes instituições da rede municipal de ensino. Cada evento será adaptado às especificidades de cada escola, respeitando a rotina dos estudantes e incentivando a sua participação nas discussões e nas atividades planejadas.
Além desta nova iniciativa, a SEDUC já realiza outras ações voltadas para a promoção da igualdade. Em maio de 2025, por exemplo, foi implementado o Protocolo de Prevenção e Enfrentamento ao Racismo e à LGBTfobia, documento que foi entregue a todas as escolas do município. Este protocolo orienta as escolas sobre como agir em casos de discriminação, assegurando acolhimento às vítimas, responsabilização dos infratores e reforço de práticas pedagógicas que valorizam a diversidade e a inclusão.
Willyam Sousa, presidente da Comissão ERER, enfatiza que cada atividade dessa natureza fortalece o compromisso com uma educação mais inclusiva e representativa. Segundo ele, esse avanço tem um impacto direto na formação de um ambiente escolar que reconhece e respeita a diversidade. Como reflexo desse trabalho constante, o número de crianças não registradas no Censo Escolar em Juazeiro do Norte caiu de 61,3% em 2021 para apenas 2,6% em 2025, indicando um progresso significativo no combate às desigualdades educacionais.
Essas ações estão em consonância com as Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que promovem o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena, contribuindo para o fortalecimento do respeito às identidades e criando oportunidades iguais para todos os alunos.
