Escolas municipais do Ceará conquistam as maiores notas do país no ensino fundamental
O Ceará reafirma sua posição de destaque na educação pública brasileira ao ocupar as dez primeiras colocações no ranking do Ministério da Educação (MEC) para os anos finais do ensino fundamental. A Escola de Ensino Infantil e Fundamental Cícero Barbosa Maciel, localizada em Pedra Branca, e a Escola de Ensino Fundamental João Evangelista da Cruz, em Cruz, lideram com índice 9,5, segundo o Índice de Desenvolvimento da educação básica (Ideb).
Além dessas, outras oito unidades da rede municipal cearense aparecem empatadas com nota 9,4, consolidando o estado como a principal referência nacional no indicador. Este resultado reflete a continuidade de políticas públicas que vêm garantindo avanços significativos na qualidade do ensino no Ceará.
Desempenho no ensino médio e desigualdades regionais
No ensino médio, a escola com maior nota no país foi a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, uma instituição federal situada em Barbacena (MG), que registrou índice 8,1. Goiás destacou-se ao concentrar metade das dez melhores escolas dessa etapa, enquanto Pernambuco também figurou entre as primeiras colocadas.
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Outro ponto que chamou atenção nesta edição do levantamento foi a ausência de escolas do Distrito Federal entre as 50 melhores do país, o que evidencia a discrepância entre regiões com melhores índices educacionais e aquelas que ainda enfrentam desafios para elevar a qualidade do ensino.
O Ideb e o desafio da desigualdade na educação brasileira
O Ideb é calculado com base no desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), combinado às taxas de aprovação do Censo Escolar. O índice varia de zero a dez e é divulgado a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Para esta edição, apenas escolas com participação mínima exigida no Saeb e no mínimo 20 alunos na série avaliada receberam nota. Desde 2019, os resultados individuais das escolas privadas deixaram de ser divulgados, e em 2025 não foram publicadas as notas referentes aos anos iniciais do ensino fundamental.
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Pressão por avanços nas políticas públicas educacionais
A divulgação dos resultados reacende o debate sobre a eficácia das políticas públicas voltadas à educação básica. O cenário deixa claro o desafio histórico brasileiro da desigualdade no desempenho escolar: enquanto algumas redes municipais conseguem manter índices elevados de aprendizagem e aprovação, muitas outras escolas permanecem distantes desses padrões.
O resultado desta edição do Ideb reforça a necessidade de que estados e municípios com desempenho inferior adotem estratégias eficazes para reduzir as desigualdades regionais e melhorar os indicadores de aprendizagem, garantindo um ensino de qualidade para todos os estudantes.
