Suspensão do patrocínio afeta o Ceará diretamente
A Medida Provisória (MP) editada pelo Governo Federal resultou na suspensão do contrato entre o Ceará e a casa de apostas Esportes da Sorte, patrocinadora master do clube desde 2024. A empresa, que estampava a parte frontal do uniforme do Alvinegro e outros materiais publicitários, teve sua parceria temporariamente interrompida.
O clube confirmou que está seguindo as determinações da legislação vigente, o que inclui a retirada da marca da Esportes da Sorte de todas as peças que serão usadas no duelo desta quinta-feira, 8, contra o Criciúma, na Arena Castelão, pela 32ª rodada da Série B. Internamente, o Ceará ainda avalia se o espaço no uniforme e outros locais será ocupado por outra empresa ou permanecerá vago.
Última parcela paga antes da suspensão
Mesmo antes da remoção da marca, os repasses financeiros do patrocínio já haviam sido interrompidos. Conforme apurou o repórter Horácio Neto, da Rádio O POVO CBN, a última parcela foi quitada em setembro, mês em que a MP foi publicada. O contrato, que vai até janeiro de 2027, previa mais quatro meses de pagamentos, mas a Esportes da Sorte comunicou ao clube a suspensão dos valores assim que a medida foi oficializada.
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O acordo firmado em 2024 estipulava um montante de R$ 46 milhões, distribuídos em 32 meses, além de bônus relacionados ao número de acessos e apostas dos torcedores na plataforma. Até então, esse foi o maior patrocínio da história do Ceará.
Problemas financeiros e busca por novos parceiros
A decisão de suspender os pagamentos agrava a situação financeira do clube, que já vinha enfrentando dificuldades. Recentemente, o Esportes O POVO revelou que o Ceará tem pago apenas os salários dos jogadores registrados em carteira (CLT), mantendo em atraso os valores referentes aos direitos de imagem.
O problema se estende para a comissão técnica, departamento de futebol e funcionários, que além dos salários atrasados, acumulam pendências no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com alguns colaboradores sem depósitos desde 2025.
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O futebol feminino também enfrenta reflexos da crise. Algumas jogadoras estão sem receber salários há três meses e, por conta da situação precária, decidiram se afastar dos treinos para o Campeonato Cearense Feminino 2026, que começa no próximo sábado, 10.
Para amenizar a crise, o Ceará tem buscado novas parcerias no mercado. Segundo o repórter Horácio Neto, as marcas que vierem a se associar ao clube não ocuparão a posição de patrocinador master, mas espaços secundários no uniforme, com o objetivo de aumentar a arrecadação nesta reta final da temporada.
