O desafio do rastreamento mamográfico no Ceará
Durante a campanha Outubro Rosa, um dado chama atenção no Ceará: a cobertura dos exames de mamografia permanece insuficiente. Um levantamento do Observatório de Oncologia revela que, em 2025, apenas 17,8% das mulheres cearenses realizaram o exame, número abaixo da média nacional de 22% e distante dos 32,4% registrados no Piauí. Esse cenário preocupa diante da previsão de 3.250 novos casos anuais de câncer de mama no estado entre 2026 e 2028, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A ginecologista Maria Luiza Gonçalves Brandão, do AmorSaúde, rede parceira do Cartão de TODOS, destaca que a mamografia é o método mais eficiente para detectar alterações no tecido mamário, como nódulos e cistos, antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos. “O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam consideravelmente as chances de cura, em comparação com casos avançados”, explica.
Consequências da baixa adesão ao exame
A especialista alerta que a ausência de exames preventivos leva a diagnósticos tardios, quando os tumores já são maiores e os gânglios linfáticos estão comprometidos. Isso dificulta o tratamento e reduz as possibilidades de cura. “O atraso no diagnóstico resulta em terapias mais complexas e piora o prognóstico”, reforça Maria Luiza.
Entre os obstáculos para a realização da mamografia, ela aponta falta de informação, medo do procedimento ou do resultado, dificuldades para agendar o exame, distância dos centros de saúde e demora no atendimento. Para mudar essa realidade, é fundamental ampliar o acesso aos exames, aumentar a oferta, levar informação às comunidades e garantir agilidade na investigação e tratamento quando forem identificadas alterações.
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Quem deve fazer mamografia e com que periodicidade?
As diretrizes do Ministério da Saúde, atualizadas em 2025 e detalhadas pelo INCA, recomendam que mulheres entre 40 e 49 anos realizem o exame conforme decisão médica compartilhada. Para o grupo de 50 a 74 anos, o rastreamento é indicado a cada dois anos, mesmo na ausência de sintomas, ampliando o limite anterior que ia até os 69 anos.
Mulheres com mais de 74 anos devem avaliar a realização do exame considerando a expectativa de vida e condições clínicas associadas. Já aquelas com alto risco, como histórico familiar ou síndromes genéticas, devem iniciar o acompanhamento aos 30 anos ou dez anos antes do caso mais precoce na família, realizando mamografia combinada com ressonância magnética ou ultrassonografia anualmente.
Sintomas que exigem avaliação imediata
O Protocolo Clínico do Ministério da Saúde aponta sinais que demandam atendimento urgente, sem esperar pelo exame de rotina. Entre eles estão: nódulos em mulheres acima de 50 anos ou que persistem por mais de um ciclo menstrual em mulheres acima de 30 anos; alterações na consistência da mama; secreção sanguinolenta em um dos mamilos; mudanças no formato do mamilo; lesões na pele da mama que não respondem a tratamentos habituais; aumento dos linfonodos na axila; e nódulos palpáveis em homens acima de 50 anos.
Maria Luiza reforça a importância da busca imediata por avaliação médica diante desses sintomas. “Exames complementares, como biópsia, podem ser necessários para confirmar o diagnóstico”, alerta.
Parcerias que ampliam o acesso à prevenção
O Cartão de TODOS e o AmorSaúde atuam juntos para facilitar o acesso à informação e aos serviços de saúde primária, superando barreiras e estimulando a prevenção ao longo do ano.
Sobre o Cartão de TODOS
Fundado em 2001 por Altair Vilar em Ipatinga (MG), o Cartão de TODOS é uma referência nacional em cartões de desconto, conectando usuários a mais de 500 clínicas parceiras e oferecendo acesso facilitado à saúde primária, além de descontos em serviços relacionados à educação, lazer e itens essenciais. Atualmente, atende mais de 24 milhões de pessoas e mantém uma rede com mais de 5.000 estabelecimentos em todo o Brasil.
Sobre o AmorSaúde
Com mais de 500 clínicas ativas no país, o AmorSaúde é a maior rede médico-odontológica do Brasil. Realiza mais de 18 milhões de consultas, um milhão de procedimentos odontológicos e 35 milhões de exames anualmente, com foco em atendimento humanizado, telemedicina, exames laboratoriais e de imagem, além de encaminhamentos para cirurgias eletivas.
