O PL e a Capacitação Política Feminina
O Partido Liberal (PL), sob a liderança de Michelle Bolsonaro, está promovendo uma série de iniciativas voltadas para a capacitação de mulheres, com o objetivo de reduzir a rejeição entre eleitoras e fortalecer a presença feminina na política brasileira. O programa de formação abrange diversas áreas, como autoconhecimento, estratégias eleitorais e práticas políticas. Projetos como o Alicerça Brasil e a inovadora ‘necessaire política’ são fundamentais para incentivar o engajamento feminino, enquanto o partido se concentra em candidaturas competitivas ao Senado.
Ingressar na política pelo PL exige mais do que apenas dedicarse a uma campanha; as mulheres que decidem participar do pleito passam por um processo de formação minucioso que inclui desde o posicionamento pessoal até a preparação prática. O programa, coordenado pelo PL Mulher, visa ampliar a presença feminina e atrair eleitoras que demonstraram rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período eleitoral anterior. A candidatura é concebida como uma verdadeira “jornada eleitoral”, descrita em cartilhas que abordam desde o autoconhecimento até a disputa nas urnas, enfatizando a intenção de formar um caminho consciente e estratégico, ao contrário de uma simples corrida eleitoral.
Reflexões e Preparação para a Candidatura
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Fonte: bh24.com.br
O processo formativo inicia com reflexões sobre propósito e viabilidade, onde as postulantes são estimuladas a avaliar riscos, identificar potenciais e listar os “sacrifícios pessoais” que uma campanha pode exigir, ponderando-os em relação aos possíveis resultados. “Vale a pena? Tomara que sim!”, destaca um trecho das orientações oferecidas às candidatas.
Além de cursos e palestras, o programa oferece materiais didáticos voltados especialmente para as candidatas em sua primeira experiência eleitoral. Um dos recursos destacados é a “bússola” do PL Mulher, que estabelece a família como o “norte” da atuação política, apoiando-se no princípio constitucional que considera a família como a base da sociedade.
Neste ano, o PL Mulher também promoveu um treinamento com a renomada estrategista internacional María Irene, que possui experiência na formação de lideranças políticas e já colaborou em campanhas eleitorais em diversos países, reforçando a qualidade do aprendizado oferecido às candidatas.
O Projeto Alicerça Brasil e a ‘Necessaire Política’
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Fonte: odiariodorio.com.br
Outro aspecto significativo é o Projeto Alicerça Brasil, que organiza grupos de 12 a 15 mulheres para encontros periódicos. Essas participantes, denominadas “alicerçadas”, seguem roteiros que incluem leitura e reflexão, culminando na fase de “agir”, onde são incentivadas a propor ações concretas para suas comunidades. Os encontros terminam com um grito coletivo de encorajamento: a coordenadora afirma “Edificando a nação”, e as participantes respondem: “Alicerçadas!”.
Além disso, a ‘necessaire política’ é um recurso inovador distribuído em eventos, que se assemelha a uma bolsa, contendo orientações sobre comunicação, atuação institucional e organização de base. Entre as diretrizes, destaca-se a importância de avaliar o impacto das políticas públicas sobre a família.
Preparação da Imagem e Contexto Político Atual
A preparação das candidatas também abrange orientações sobre comportamento e imagem pública, enfatizando aspectos como vestimenta, postura e comunicação. Uma das mensagens centrais é que “roupas falam antes da sua voz”, além de sugerir que em alguns momentos, o silêncio pode ser uma estratégia poderosa.
O movimento do PL ocorre dentro de um contexto mais amplo de crescimento de partidos de centro e direita nas eleições de mulheres. Em 2024, essas siglas conseguiram eleger a maioria das prefeitas no Brasil, com o MDB à frente, tendo eleito 129 mulheres, seguido por PSD, PP, União Brasil, PL e Republicanos. O PT, por sua vez, elegeu 41 prefeitas, ficando atrás de partidos como o PSB, que obteve 51.
Para este ano, os nomes considerados mais competitivos pelo PL incluem as deputadas federais Caroline de Toni, em Santa Catarina, e Bia Kicis, no Distrito Federal. Ambas são candidatas ao Senado e são vistas internamente como quase “eleitas”. A legenda também aposta na candidatura de Michelle ao Senado, embora haja incertezas em relação a essa decisão.
