Parceria Internacional para Cultivo Protegido no Ceará
O Ceará se prepara para receber um avanço tecnológico no setor agrícola com a implantação de dois polos de cultivo protegido, previstos para começar a funcionar em 2027. As unidades serão instaladas em Piquet Carneiro, no Sertão Central, e em Ubajara, na Serra da Ibiapaba. O projeto une a expertise holandesa em estufas agrícolas à experiência local, buscando ampliar a produção de alimentos com maior eficiência.
Projeto-Piloto e Desenvolvimento Regional
A iniciativa foi apresentada em reunião promovida pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), que contou com a participação do secretário executivo do Agronegócio, Silvio Carlos, do empresário cearense Edilberto Rodrigues, da Atos Construção, e do empresário holandês Ferry Johann. A parceria envolve a criação de uma joint venture entre a Atos e a CNI Agrotech, empresa da Holanda, com foco na implantação de projetos-piloto para cultivo em estufas.
Edilberto Rodrigues explicou que o projeto nasceu a partir de negócios já realizados com empresas holandesas, aproveitando a oportunidade para investir em tecnologias agrícolas inovadoras. As unidades em Piquet Carneiro e Ubajara servirão para testar o desempenho de sementes e mudas de tomate, pimentão e mirtilo em ambiente protegido. O objetivo é identificar as variedades mais adaptadas ao clima local, orientando a expansão da produção em escala industrial.
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Incorporação de Tecnologia e Eficiência Agrícola
Ferry Johann ressaltou a importância da integração entre o conhecimento internacional e a experiência dos produtores locais para aprimorar a eficiência na produção de alimentos. “A Holanda tem um conhecimento consolidado em estufas e tecnologia agrícola. Combinar esse know-how com a prática local no Ceará é fundamental para cultivar tomates e legumes de forma mais eficiente”, afirmou.
Com a implantação prevista para 2027, o grupo já trabalha na elaboração dos protótipos, articulação com prefeituras, processos de licenciamento e preparação da infraestrutura. Além do cultivo, o projeto inclui atividades de processamento em agroindústrias, logística, transporte e distribuição para redes de supermercados, formando uma cadeia integrada de produção e comercialização.
Impactos na Economia Local e Geração de Empregos
A fase inicial de testes deve gerar entre 20 e 30 empregos diretos, especialmente na área de pesquisa. A construção e montagem das estruturas demandarão um número ainda maior de trabalhadores. Para o secretário executivo do Agronegócio da SDE, Silvio Carlos, a iniciativa reforça o compromisso do governo estadual em atrair investimentos tecnológicos que impulsionam a economia regional.
“A parceria fortalece as cadeias produtivas do Sertão Central e da Serra da Ibiapaba, promovendo inovação, sustentabilidade e novas oportunidades de emprego e renda para o agronegócio do Ceará”, destacou. O projeto representa um avanço significativo para o setor, combinando tecnologia de ponta e conhecimento local para transformar a produção agrícola no estado.
