Entenda a Longa Batalha Judicial
“Carolina é uma menina bem difícil de esquecer.” Mas qual Carolina estamos falando? A advogada que reside em Brasília ou a sanfoneira carioca? Ambas estão no centro de uma disputa judicial que se arrasta há quase 25 anos, tendo Seu Jorge como protagonista. Desde 2003, Ricardo Garcia e Kiko Freitas, músicos brasilienses, acusam o cantor carioca de apropriação indevida de seis composições que afirmam ser suas. Entre as músicas estão “Carolina”, um dos maiores sucessos da carreira solo de Seu Jorge, assim como “Tive razão”, “Chega no suingue”, “Gafieira S.A.”, “She will” e “Não tem”. O processo, que chegou a ser arquivado em 2023 por falta de provas, foi reaberto em fevereiro deste ano, graças a uma decisão dos desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado. A batalha judicial, portanto, continua.
A advogada Deborah Sztajnberg, que representa os músicos, afirma que agora possuem várias evidências adicionais. “Temos vídeos demonstrando as músicas sendo tocadas muito antes de Seu Jorge alegar que as compôs. O cerco está se apertando para ele”, declarou. Essa não é a primeira vez que Seu Jorge enfrenta um revés judicial. Em 2021, Sztajnberg venceu uma longa disputa contra o cantor e a gravadora Universal, que resultou na condenação ao pagamento de R$ 500 mil aos herdeiros de Mário Lago. O cantor e a gravadora foram penalizados por utilizar, sem os créditos adequados, versos da canção “Ai que saudades da Amélia” na música “Mania de peitão”, que gerou direitos autorais entre 2004 e 2006.
