Recuperação do Turismo de Cruzeiros no Ceará
Fortaleza vai acelerar o turismo de cruzeiros na temporada 2026/2027, com um crescimento expressivo no número de navios que atracarão no Terminal Marítimo de Passageiros (Termap). Após registrar cinco escalas no período 2025/2026, a capital cearense já tem confirmadas oito escalas entre outubro de 2026 e abril de 2027 — um salto de 60%. Esse movimento deve atrair cerca de 19,3 mil pessoas, entre 14 mil passageiros e 5,3 mil tripulantes.
Impacto Econômico Direto na Cidade
O impacto direto dessa movimentação na economia local ultrapassa R$ 15 milhões. O cálculo considera um ticket médio de aproximadamente R$ 800 por cruzeirista a cada parada, valor que é distribuído entre passeios turísticos, transporte, alimentação, artesanato e comércio local. Além disso, os tripulantes contribuem com gastos em serviços básicos e compras rápidas durante suas horas de folga em terra.
A abertura oficial da temporada está marcada para 21 de outubro de 2026, com a chegada simultânea dos navios Seabourn Venture e SH Vega. A lista inclui embarcações de grande porte e linhas de luxo internacionais, como AIDAsol, Majestic Princess, Queen Anne, Zaandam, Costa Diadema e Crystal Serenity.
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Fonte: bahnoticias.com.br
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Fonte: decaruaru.com.br
Fortaleza como Hub Estratégico
Fortaleza funciona como ponto de trânsito em rotas longas que conectam o litoral brasileiro a destinos no Caribe e na África, como Trinidad e Tobago, Barbados, Las Palmas e Praia (Cabo Verde). Para garantir eficiência na operação, o Termap aposta no alinhamento com órgãos de segurança, mobilidade e autoridades portuárias, além de implementar sinalização multilíngue para facilitar o desembarque de passageiros estrangeiros.
O desafio para a cidade será transformar o consumo rápido desses visitantes em benefícios reais para o comércio local, evitando problemas no trânsito e reforçando a segurança na orla.
Setor da Cocoicultura em Estabilização
Enquanto o turismo avança, o setor da cocoicultura no Ceará também mostra sinais de recuperação e otimismo. Depois de enfrentar dificuldades, os produtores locais comemoram a valorização dos preços e a manutenção da competitividade no mercado externo, favorecidos pela isenção de novas taxas de importação.
A norte-americana Vita Coco, maior importadora mundial de água de coco, tem papel crucial nessa reação ao mercado. Com presença em 19 plataformas globais, a empresa compra grande parte do volume brasileiro no Ceará e negocia novos contratos com indústrias locais.
A alta do coco seco tem impulsionado o mercado do coco verde, fortalecendo toda a cadeia produtiva. Rita Grangeiro, representante da Associação Nacional de Produtores de Coco e fundadora das marcas MyCoco e SouCoco, destaca a defesa do produtor rural e a compensação das perdas anteriores como prioridades das ações institucionais.
Além disso, a Fazenda Grangeiro, em Paracuru (CE), mantém uma produção anual estabilizada entre 3 milhões e 3,5 milhões de frutos, vendidos diretamente para supermercados. A fazenda também desenvolve, em parceria com a Embrapa, um projeto de água de coco integral de alta qualidade.
