Pesquisas mostram empate técnico na corrida pelo Planalto
Os institutos Datafolha e Quaest divulgaram na noite deste sábado as mais recentes pesquisas sobre a corrida presidencial, às vésperas do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos captaram parte do impacto do debate realizado na TV Globo na noite de sexta-feira, um dos últimos momentos decisivos da campanha.
O Datafolha realizou 4.050 entrevistas presenciais entre sexta-feira e sábado, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro mantém 47% das intenções de voto contra 46% de Lula, configurando empate técnico. Considerando os votos válidos — que excluem brancos, nulos e indecisos — ambos aparecem com 50%. O registro do Datafolha junto à Justiça Eleitoral está sob o código BR-09540/2026.
Levantamento Quaest reforça cenário de equilíbrio na disputa
A pesquisa Quaest também foi realizada entre sexta e sábado, com 3.702 entrevistas presenciais. Encomendada pelo GLOBO e pela TV Globo, a pesquisa traz margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrada sob o código BR-09158/2026. Na rodada anterior, divulgada na quarta-feira, Flávio aparecia com 45% das intenções de voto diante de 44% de Lula. A situação permanece de empate técnico, com ambos alcançando 50% dos votos válidos.
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Esses números refletem uma disputa apertada, que deve se manter até o dia da eleição. A pesquisa também revela a rejeição dos candidatos: Flávio Bolsonaro registra 46%, enquanto Lula tem 45%.
Impactos do debate e movimentações finais da campanha
Parte das entrevistas foi realizada após o debate da TV Globo, que teve papel relevante para ajustar os posicionamentos dos eleitores. Na semana passada, o fim da escala 6×1, uma das promessas de Lula, foi promulgado, influenciando o cenário eleitoral. Além disso, os candidatos participaram do debate na TV Band e tiveram suas campanhas intensificadas nas ruas e nas redes sociais.
Outro ponto que ganhou destaque foi o embate sobre o Bolsa Família. A coordenação econômica de Flávio Bolsonaro, representada por Daniella Marques, motivou a campanha de Lula a argumentar que a vitória do filho do presidente Jair Bolsonaro poderia ameaçar o programa social. As entrevistas, contudo, não captaram o auge dessas declarações, que se intensificaram após o período de coleta dos dados.
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O debate da Band foi avaliado negativamente pelos dois lados, que buscam agora ajustar a atuação de Lula e Flávio para o confronto na Globo. Pesquisas qualitativas indicam também insatisfação dos eleitores com o primeiro embate, reforçando a importância do próximo debate para definir rumos na disputa.
