Descentralização econômica como estratégia para o Ceará
Ciro Gomes, candidato do PSDB ao Governo do Ceará, apresentou uma proposta clara para reequilibrar a economia estadual. Ele defende a “desconcentração” econômica, apontando que Fortaleza e Pecém concentram recursos e atividades, enquanto o interior do estado permanece enfraquecido. Durante entrevista à TV Verdes Mares, na quarta-feira (9), Ciro destacou a importância de fortalecer o empreendedorismo em municípios do interior, com foco na formalização, reestruturação de dívidas e capacitação tecnológica dos pequenos empreendedores.
Segundo o candidato, o primeiro passo é simplificar os processos burocráticos para registro de negócios, além de investir na qualificação gerencial e no acesso a mercados. Ele ressalta que é fundamental reestruturar os passivos das micro e pequenas empresas, começando pelas menores, para garantir sustentabilidade e crescimento. “Vamos fazer um esforço de reestruturação dessas dívidas do pequeno empreendedor, passando por qualificação tecnológica”, afirmou.
Iniciativas para facilitar a transição tributária e garantir segurança jurídica
Ciro Gomes também propõe que o Governo do Estado ofereça suporte aos empresários durante a transição do sistema tributário. A ideia é instalar “balcões” de atendimento tanto na capital quanto no interior, facilitando o entendimento e o cumprimento das obrigações fiscais. O candidato enfatizou a necessidade de garantir segurança jurídica para os negócios, reduzindo o medo que muitos empreendedores têm em se formalizar devido à complexidade e hostilidade do sistema tributário atual.
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Fonte: atividadenews.com.br
Essa insegurança, segundo ele, contribui para o fechamento precoce de micro e pequenas empresas, o que afeta diretamente a economia local e o mercado de trabalho.
Parcerias com universidades e incentivo ao associativismo
No plano de governo, Ciro Gomes destaca a importância de integrar universidades e instituições de ensino superior ao apoio aos pequenos negócios. Essa parceria visa oferecer capacitação técnica e acesso a mercados mais amplos, incluindo o comércio exterior, um segmento ainda pouco explorado pelos empreendedores tradicionais do Ceará. “Boa parte do acesso ao comércio exterior é impossível para um pequeno empreendedor cearense tradicional”, explicou.
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Fonte: acreverdade.com.br
Além disso, o candidato defende o associativismo como uma ferramenta para ampliar a escala dos negócios. Ele esclareceu que não é necessária a criação de cooperativas, mas sim associações que facilitem etapas como o comércio exterior, controle fitossanitário e o processamento de matérias-primas perecíveis. Essas ações que envolvem universidades e associações fazem parte do projeto de governo para fortalecer o setor produtivo no interior.
