Expectativas do Mercado e Impactos Geopolíticos
Nesta quarta-feira, os preços do petróleo apresentaram uma leve recuperação, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a Venezuela deverá fornecer entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao país. Essa decisão poderá agravar uma oferta já excessiva no mercado internacional, o que, segundo analistas, tende a afetar de maneira negativa as ações da Petrobras.
Embora a turbulência geopolítica na Venezuela mantenha os investidores em alerta, há uma percepção, pelo menos por enquanto, de que o Brasil pode colher benefícios com uma possível recuperação econômica do vizinho. Às 8h, os preços do petróleo WTI, para entrega em fevereiro, recuavam 0,47%, cotados a US$ 35,86 por barril. O Brent, com entrega em março, caía 0,26%, valendo US$ 60,54. No mesmo momento, os futuros do S&P 500 mostravam uma queda de 0,15%, enquanto o Nasdaq registrava um recuo de 0,34%.
Apesar das preocupações geopolíticas, o destaque do dia deverá ser a publicação de dados sobre o emprego nos Estados Unidos. O relatório Jolts, que apresenta as vagas em aberto, será disponibilizado às 12h, enquanto os números sobre a geração de empregos no setor privado, elaborados pela ADP, saem às 10h15.
Desempenho do Ibovespa e Valorização do Dólar
Com a crise na Venezuela em segundo plano, o Ibovespa fechou a sessão anterior em alta significativa, atingindo 163.664 pontos. Este resultado reflete um ambiente mais propício ao risco nas bolsas dos Estados Unidos e a expressiva valorização de quase 4% das ações da Vale. A expectativa é que o bom desempenho da mineradora continue nesta quarta-feira, impulsionado pelo aumento de 4,09% no preço do minério de ferro em Dalian, na China.
O dólar comercial, por sua vez, encerrou com uma desvalorização de 0,48%, cotado a R$ 5,3794. Essa acomodação do câmbio é vista como um reflexo da percepção sobre a diminuição do estresse em relação ao cenário eleitoral. A ideia de que a pressão sobre o fluxo de capitais está se dissipando abre oportunidades para a retomada das operações de “carry trade” envolvendo o real.
