Cenário do Agronegócio em 2025
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram um novo patamar em 2025, totalizando impressionantes US$ 169,2 bilhões, conforme revela a análise setorial divulgada pelo Itaú BBA. Este resultado não apenas superou o desempenho do ano anterior, mas também estabeleceu um novo recorde na série histórica. As importações, por sua vez, também apresentaram crescimento, registrando US$ 20,1 bilhões. Como consequência, o superávit comercial do agronegócio alcançou a marca de US$ 149,1 bilhões, representando uma alta de 2,8% em comparação a 2024.
Esses números reforçam a importância vital do agronegócio na economia brasileira. No ano passado, o setor respondeu por 49% de toda a receita obtida com as exportações do país, consolidando-se como o principal motor do comércio exterior nacional.
Destaques do Setor
Entre os principais destaques de 2025, os embarques de soja se destacaram, alcançando volumes históricos. Apesar da queda na quantidade de café exportada, a valorização das commodities no mercado internacional assegurou uma receita recorde para essa categoria. Além disso, as exportações de carne bovina e suína in natura também marcaram novos recordes, tanto em volume quanto em faturamento.
Por outro lado, a carne de frango in natura enfrentou uma diminuição nos embarques em comparação a 2024. Apesar disso, ao considerar todos os produtos do setor, incluindo miúdos e industrializados, o volume exportado teve um leve crescimento de 0,1%. Esse desempenho foi influenciado pela ocorrência de gripe aviária em maio, que resultou no fechamento temporário de alguns mercados importantes. No segmento sucroenergético, a combinação de queda nos preços internacionais e aumento da oferta global gerou uma redução nos volumes exportados de açúcar, tanto do tipo VHP quanto refinado.
Desempenho da Soja e Proteínas Animais
No complexo soja, os embarques de grãos atingiram a marca de 108 milhões de toneladas, representando um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O preço médio por tonelada foi de US$ 402,4, uma queda de 7%, resultando em uma receita total de US$ 43,53 bilhões. O farelo de soja também teve um desempenho significativo, com 23 milhões de toneladas exportadas e um faturamento de US$ 7,92 bilhões, enquanto o óleo de soja manteve estabilidade em volume, gerando uma receita de US$ 1,45 bilhão.
No que tange ao complexo de proteínas animais, a carne bovina in natura contabilizou 3,1 milhões de toneladas exportadas, apresentando um crescimento expressivo de 21%, com receita de US$ 16,61 bilhões. A carne suína, por sua vez, somou 1,3 milhão de toneladas, resultando em um faturamento de US$ 3,37 bilhões. A carne de frango in natura atingiu 4,6 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 8,60 bilhões.
O Cenário do Setor Sucroenergético e Café
O setor sucroenergético também teve seus números destacados, com embarques de 29 milhões de toneladas de açúcar VHP e 4 milhões de toneladas de açúcar refinado. O etanol, por sua vez, fechou o ano com exportações de 1,6 milhão de metros cúbicos. No segmento do café verde, embora os embarques tenham caído 18%, totalizando 2,26 milhões de toneladas, a valorização de 60% no preço médio garantiu uma receita recorde de US$ 14,9 bilhões. O milho, por sua vez, somou 41 milhões de toneladas em exportações, com faturamento de US$ 8,47 bilhões, enquanto o algodão em pluma registrou um volume recorde de 3 milhões de toneladas, gerando US$ 4,93 bilhões em receita.
Principais Destinos das Exportações
A soja representou 26% do valor total das exportações do agronegócio, mantendo o mesmo percentual registrado em 2024. No entanto, houve um aumento significativo na participação da carne bovina, que cresceu 2,7 pontos percentuais, além do café verde, que teve um incremento de 1,9 ponto, impulsionado pela alta dos preços internacionais.
No que diz respeito aos destinos das exportações, a China manteve sua posição como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, comprando US$ 55,3 bilhões em produtos, um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior. Os principais produtos exportados para o país foram soja, carne bovina e celulose. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com compras de US$ 11,4 bilhões, uma queda de 5,6% devido às tarifas impostas a produtos brasileiros. A União Europeia também se destacou, aumentando suas importações em 8,6% e totalizando US$ 25,2 bilhões, com foco em café, soja, farelo de soja e celulose, sendo a Holanda o principal comprador do bloco.
